O isolamento e o frio extremo da Antártica impõem desafios significativos à saúde física e mental dos que trabalham e estudam na região. Para enfrentar essas dificuldades, pesquisadores da Universidade Federal Fluminense (UFF) criaram o aplicativo Saúdeantar-IA, que monitora as reações psicológicas em ambientes de confinamento. Utilizando inteligência artificial e conectividade via satélite, o app […]
O isolamento e o frio extremo da Antártica impõem desafios significativos à saúde física e mental dos que trabalham e estudam na região. Para enfrentar essas dificuldades, pesquisadores da Universidade Federal Fluminense (UFF) criaram o aplicativo Saúdeantar-IA, que monitora as reações psicológicas em ambientes de confinamento. Utilizando inteligência artificial e conectividade via satélite, o app oferece atendimento virtual por psicólogos e psiquiatras, tanto do Brasil quanto da Antártica, e já está em uso na Estação Antártica Comandante Ferraz e em navios polares, com o apoio da Marinha.
O projeto, coordenado pelo psiquiatra Jairo Werner, recebeu financiamento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Segundo Werner, o desenvolvimento do aplicativo, em parceria com o doutorando Gabriel Lins, surgiu da necessidade de respostas rápidas às demandas de saúde mental durante as expedições. O aplicativo não visa diagnosticar doenças, mas sim identificar perfis de vivência antártica, permitindo reflexões e assistência em tempo real.
Além de monitorar perfis de sono e sentimentos, o app emite alertas em situações de risco psicológico e ajuda a criar protocolos de suporte em crises. A próxima fase do projeto prevê a expansão do aplicativo para outras áreas da saúde, como endocrinologia, cardiologia e dermatologia. Essa iniciativa surge em um contexto onde as dificuldades de conexão na saúde pública inspiraram o 30º Prêmio Jovem Cientista, que recebeu 799 inscrições este ano.
Com o tema Conectividade e Inclusão Digital, o prêmio abrange cinco categorias, desde o ensino médio até o doutorado, incentivando projetos que promovam acessibilidade tecnológica. Os participantes abordam questões que vão desde a criação de ferramentas para saúde e educação até discussões éticas sobre a realidade virtual. O Prêmio Jovem Cientista é uma parceria entre o CNPq e a Fundação Roberto Marinho, com patrocínio da Shell e apoio de mídia da Editora Globo e do Canal Futura.
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