Após a desarticulação de uma quadrilha que movimentou R$ 82 milhões com a fabricação e venda de anabolizantes clandestinos no Brasil, especialistas alertam sobre os riscos do consumo dessas substâncias. A endocrinologista e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), Karen de Marca, enfatiza que o uso de anabolizantes, mesmo os legítimos, pode […]
Após a desarticulação de uma quadrilha que movimentou R$ 82 milhões com a fabricação e venda de anabolizantes clandestinos no Brasil, especialistas alertam sobre os riscos do consumo dessas substâncias. A endocrinologista e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), Karen de Marca, enfatiza que o uso de anabolizantes, mesmo os legítimos, pode aumentar os riscos de trombose, câncer, doenças cardíacas e hepáticas. A situação se agrava quando os produtos são de procedência duvidosa, pois muitos contêm substâncias não testadas, como medicamentos para sarna e piolhos.
Karen ressalta que o consumo sem orientação médica é particularmente perigoso, pois não se sabe a qualidade dos hormônios utilizados e se são adequados para o consumo humano. Os produtos clandestinos não têm aprovação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), o que aumenta as chances de danos graves à saúde. Os efeitos colaterais do uso de anabolizantes clandestinos incluem intoxicação hepática e renal, piora do colesterol, hipertensão e infarto, além do potencial para causar câncer e dependência química.
A investigação revelou que os anabolizantes eram vendidos online, com embalagens contendo QR Codes que direcionavam os consumidores aos sites de venda. O corregedor do Gaeco, Pedro Simão, destacou a gravidade do esquema, mencionando que a asfixia financeira foi alcançada por meio do bloqueio judicial de valores. Conversas em aplicativos de mensagens mostraram como os produtos eram fabricados clandestinamente, utilizando substâncias perigosas como o benzoato de metila, que representa riscos tanto para consumidores quanto para fabricantes.
O promotor responsável pela denúncia afirmou que as ações foram imediatas para proteger a saúde pública, dada a gravidade dos fatos. A operação serve como um alerta para consumidores que buscam resultados rápidos sem considerar os riscos associados. Produtos clandestinos não apenas prejudicam a saúde, mas também alimentam uma indústria ilegal e perigosa.
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