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Hospital Pedro II realiza primeiro transplante de pele post mortem com técnica inovadora

- O Hospital Municipal Pedro II agora realiza transplantes de pele post mortem, inovando no tratamento de queimaduras. - O primeiro paciente, um homem de 27 anos, recebeu o transplante após queimaduras graves por descarga elétrica. - O procedimento, que durou três horas, promete melhor recuperação em comparação a curativos sintéticos. - A técnica é uma solução temporária até que enxertos definitivos possam ser realizados, aumentando as chances de recuperação. - A doação de pele é essencial, e o credenciamento do hospital representa um avanço na saúde pública do Rio de Janeiro.

O Centro de Tratamento de Queimados (CTQ) do Hospital Municipal Pedro II (HPMII), localizado em Santa Cruz, Rio de Janeiro, realizou nesta quinta-feira seu primeiro transplante de pele “post mortem”. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), essa técnica inovadora consiste na implantação de tecido epitelial de doadores falecidos, até então disponível apenas […]

O Centro de Tratamento de Queimados (CTQ) do Hospital Municipal Pedro II (HPMII), localizado em Santa Cruz, Rio de Janeiro, realizou nesta quinta-feira seu primeiro transplante de pele “post mortem”. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), essa técnica inovadora consiste na implantação de tecido epitelial de doadores falecidos, até então disponível apenas em redes federal e privada. A habilitação da unidade pela Central Estadual de Transplantes possibilitou a oferta desse serviço.

O primeiro paciente a receber o transplante foi um homem de 27 anos, que sofreu queimaduras profundas após uma descarga elétrica. O procedimento, que durou cerca de três horas, foi bem-sucedido. O transplante de pele post mortem, também conhecido como aloenxerto, é indicado para casos em que não há tecido saudável suficiente para enxertos autólogos, servindo como uma solução temporária que estabiliza o paciente até a realização de enxertos definitivos.

Entre os benefícios do transplante estão a proteção contra infecções, a redução da perda de líquidos e calor, e a preservação da função da derme. A chefe do CTQ, Carolina Junqueira, destacou que a doação de pele é um ato de generosidade que salva vidas e que a conscientização sobre essa prática é crucial para ampliar o acesso a tratamentos em situações críticas. A captação do tecido segue rigorosos protocolos de segurança e qualidade, com a autorização da família do doador.

Com o novo credenciamento, o HPMII está autorizado a realizar transplantes de pele post mortem para pacientes da rede municipal. O CTQ conta com 21 leitos, incluindo nove de tratamento intensivo e cinco de pediatria, e desde o ano passado já realiza tratamento de queimaduras com laserterapia. A unidade também se prepara para implementar o uso de xenoenxertos, como a pele de tilápia.

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