Murilo, de sete anos, enfrenta desafios diários em Cascavel, Paraná, devido à urticária colinérgica, uma condição rara que provoca reações alérgicas quando sua temperatura corporal aumenta. A mãe, Jhennifer Veronica, descreve a doença como uma “alergia ao suor” e compartilha vídeos nas redes sociais para ajudar outros pais a entenderem como adaptar as brincadeiras do […]
Murilo, de sete anos, enfrenta desafios diários em Cascavel, Paraná, devido à urticária colinérgica, uma condição rara que provoca reações alérgicas quando sua temperatura corporal aumenta. A mãe, Jhennifer Veronica, descreve a doença como uma “alergia ao suor” e compartilha vídeos nas redes sociais para ajudar outros pais a entenderem como adaptar as brincadeiras do filho para evitar riscos. O diagnóstico, que levou seis meses para ser confirmado, surgiu após Murilo apresentar dificuldades respiratórias e inchaço durante um dia quente.
Após várias investigações, incluindo a exclusão de alergias alimentares, os médicos diagnosticaram Murilo com urticária colinérgica. A condição é identificada clinicamente, com sintomas como pápulas na pele e, em casos graves, pode levar a choques anafiláticos. A médica Juliana Primon destaca que a doença pode ser desencadeada por exercícios físicos ou estresse em ambientes quentes. O tratamento envolve o uso de antialérgicos e a evitação de fatores que provocam os sintomas.
Desde o diagnóstico, a vida de Murilo mudou significativamente. Ele não participa das aulas de Educação Física no verão e sua mãe implementou um plano de emergência para reações graves. Apesar das dificuldades, como o autismo nível 1 que Murilo apresenta, o uso contínuo de antialérgicos proporcionou mais liberdade para ele brincar. Jhennifer também se tornou uma defensora da conscientização sobre a urticária colinérgica, enfrentando críticas e esclarecendo a gravidade da condição em suas redes sociais.
A urticária colinérgica é considerada rara, com apenas 79 atendimentos ambulatoriais registrados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) até outubro de 2024. A condição pode ser classificada como aguda ou crônica, e estudos indicam que representa entre 6% e 13% dos casos de urticária crônica induzida. Embora tradicionalmente vista como uma doença de adultos jovens, pesquisas recentes sugerem que a urticária colinérgica pode afetar também crianças, o que ressalta a necessidade de mais estudos sobre a prevalência e o impacto da doença nessa faixa etária.
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