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OMS solicita US$ 1,5 bilhão para emergências diante da incerteza do financiamento dos EUA

- A OMS solicita US$ 1,5 bilhão para atender 300 milhões em 42 zonas de emergência. - A incerteza sobre o financiamento dos EUA aumenta com a posse de Donald Trump. - Os EUA, maior doador da OMS, contribuíram com 34% do financiamento emergencial. - Trump pode repetir cortes de financiamento, como fez em sua primeira gestão. - A OMS alerta para riscos de perder doadores principais, afetando sua operação.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) fez um apelo por US$ 1,5 bilhão nesta quinta-feira, 16 de janeiro de 2024, para atender mais de 300 milhões de pessoas em 42 zonas de emergência, que vão de Gaza ao Afeganistão. O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, destacou que, sem um financiamento adequado, a organização enfrentará […]

A Organização Mundial da Saúde (OMS) fez um apelo por US$ 1,5 bilhão nesta quinta-feira, 16 de janeiro de 2024, para atender mais de 300 milhões de pessoas em 42 zonas de emergência, que vão de Gaza ao Afeganistão. O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, destacou que, sem um financiamento adequado, a organização enfrentará dificuldades em decidir quem receberá cuidados. A necessidade de recursos é crescente, especialmente com a incerteza sobre o apoio financeiro dos Estados Unidos, que historicamente têm sido o maior doador da agência.

Os EUA contribuíram com cerca de 34% do financiamento para emergências de saúde da OMS e 20% do orçamento geral, que é de US$ 6,8 bilhões para o período de 2024-2025. No entanto, a posse de Donald Trump como presidente novamente levanta preocupações sobre a continuidade desse suporte. Durante seu primeiro mandato, Trump cortou o financiamento da OMS e retirou os EUA da organização, criticando sua gestão da pandemia de COVID-19.

Fontes próximas à equipe de transição de Trump indicam que ele pode repetir ações semelhantes em seu novo mandato. Uma fonte mencionou que a administração não demonstraria grande preocupação com a OMS, referindo-se à possibilidade de uma nova saída da organização. Documentos da OMS alertam sobre os riscos de perder doadores principais, uma vez que a agência depende de contribuições voluntárias significativas para seu funcionamento.

A OMS é financiada por taxas obrigatórias de estados-membros e contribuições voluntárias, sendo que apenas cinco doadores, incluindo os EUA, representam uma parte considerável do financiamento. Em alguns programas, esses doadores podem chegar a cobrir até dois terços do orçamento. A situação financeira da OMS e sua capacidade de responder a emergências de saúde dependem, portanto, da continuidade do apoio dos principais doadores.

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