Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Pesquisadores da Unicamp criam molécula promissora para combater infecções pulmonares

- Pesquisadores da Unicamp desenvolveram molécula que inibe enzima de micobactérias. - A nova molécula tem menor interação com proteínas humanas, aumentando eficácia. - Estudo publicado no Journal of Medicinal Chemistry envolveu testes em camundongos. - Colaboração internacional incluiu universidades do Reino Unido e Canadá. - Modificações químicas são necessárias para melhorar a eficácia do tratamento.

Pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em colaboração com instituições internacionais, desenvolveram uma nova molécula que inibe uma enzima crucial no metabolismo de micobactérias, como Mycobacterium avium e Mycobacterium abscessus, responsáveis por doenças pulmonares. O estudo, publicado na revista Journal of Medicinal Chemistry, busca soluções para tratamentos longos e ineficazes contra essas infecções. As […]

Pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em colaboração com instituições internacionais, desenvolveram uma nova molécula que inibe uma enzima crucial no metabolismo de micobactérias, como Mycobacterium avium e Mycobacterium abscessus, responsáveis por doenças pulmonares. O estudo, publicado na revista Journal of Medicinal Chemistry, busca soluções para tratamentos longos e ineficazes contra essas infecções.

As micobactérias não tuberculosas (MNT) são um grupo de bactérias que podem causar infecções pulmonares e são vistas como emergentes em países desenvolvidos. O desafio no desenvolvimento de medicamentos específicos é que a molécula pode interagir com proteínas humanas, causando efeitos indesejados. A enzima DHFR (di-hidrofolato redutase), presente tanto em micobactérias quanto em humanos, é um alvo interessante, mas sua inibição deve ser seletiva para evitar danos ao paciente.

Para contornar esse problema, os pesquisadores focaram em regiões exclusivas da proteína bacteriana, criando moléculas que se encaixam especificamente nessas áreas. A nova molécula foi derivada de uma estrutura utilizada no tratamento da malária, a p218, que foi quimicamente modificada. Um dos compostos resultantes demonstrou alta eficiência na inibição da enzima bacteriana e baixa afinidade com proteínas humanas, conforme destacado por Rafael Couñago, um dos pesquisadores envolvidos.

No total, foram sintetizados e avaliados dezoito análogos da p218. Os autores, Ronaldo Pilli e Matheus Meirelles, desenvolveram uma nova abordagem de síntese para aumentar a interação da molécula com a enzima das micobactérias. Testes iniciais em camundongos mostraram que a molécula se ligava a proteínas do plasma, reduzindo sua eficácia. Os pesquisadores acreditam que novas modificações na estrutura química podem resolver esse problema. O estudo completo pode ser acessado em: https://pubs.acs.org/doi/10.1021/acs.jmedchem.4c01594.

Relacionados:

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais