A presença de PFAS, conhecidos como “químicos eternos”, na água dos Estados Unidos é alarmante. Um estudo recente publicado no *Journal of Exposure Science and Environmental Epidemiology* revelou que a água contaminada com essas substâncias pode aumentar em até 33% a incidência de certos tipos de câncer, incluindo formas raras. Os PFAS (substâncias per- e […]
A presença de PFAS, conhecidos como “químicos eternos”, na água dos Estados Unidos é alarmante. Um estudo recente publicado no *Journal of Exposure Science and Environmental Epidemiology* revelou que a água contaminada com essas substâncias pode aumentar em até 33% a incidência de certos tipos de câncer, incluindo formas raras. Os PFAS (substâncias per- e polifluoroalquil) são uma classe de milhares de químicos amplamente utilizados em produtos de consumo e na indústria, devido às suas propriedades de resistência à água e manchas.
Os pesquisadores, liderados por Shiwen Li, PhD, analisaram dados de contaminação da água e incidência de câncer em diferentes regiões, utilizando informações do Programa de Monitoramento de Contaminantes Não Regulamentados da EPA. Eles descobriram que áreas com níveis de PFAS acima das recomendações apresentaram taxas mais altas de câncer, como digestivo, endócrino e de cavidade oral. As taxas variaram de 2% a 33%, com o câncer de cavidade oral apresentando o maior aumento.
Embora o estudo forneça dados importantes, Andres Cardenas, PhD, alerta que os resultados são preliminares e não estabelecem uma relação causal direta entre PFAS e câncer. A pesquisa não mediu a exposição individual a PFAS nem capturou casos de câncer de forma individualizada. A EPA planeja regular PFAS a partir de 2029, mas atualmente, cerca de 45% das fontes de água potável nos EUA contêm essas substâncias.
A exposição a PFAS ocorre principalmente através da água contaminada e do contato com produtos do dia a dia. Apesar das dificuldades em evitar completamente a exposição, recomendações incluem a instalação de sistemas de filtragem de água e a evitação de embalagens de fast food e utensílios de cozinha antiaderentes. A necessidade de mudanças em nível sistêmico e políticas públicas é enfatizada para mitigar os riscos associados a esses químicos.
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