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CFM solicita à Anvisa proibição do PMMA em procedimentos estéticos devido a riscos graves

- O CFM pediu à Anvisa a suspensão do PMMA devido a riscos graves à saúde. - O uso do PMMA em estética está associado a complicações e mortes. - O material é permanente e pode causar danos irreversíveis ao organismo. - Profissionais não médicos têm aumentado o uso do PMMA, gerando preocupações. - Alternativas seguras ao PMMA já existem e são recomendadas para tratamentos.

O Conselho Federal de Medicina (CFM) solicitou à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), nesta terça-feira, 21, a suspensão da fabricação e comercialização do polimetilmetacrilato (PMMA) no Brasil. O produto, amplamente utilizado em procedimentos estéticos, especialmente em glúteos e lábios, tem sido associado a graves complicações, incluindo sequelas permanentes e mortes. O CFM apresentou um […]

O Conselho Federal de Medicina (CFM) solicitou à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), nesta terça-feira, 21, a suspensão da fabricação e comercialização do polimetilmetacrilato (PMMA) no Brasil. O produto, amplamente utilizado em procedimentos estéticos, especialmente em glúteos e lábios, tem sido associado a graves complicações, incluindo sequelas permanentes e mortes. O CFM apresentou um documento detalhando os riscos do uso do PMMA, respaldado por posicionamentos de entidades médicas, como a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP).

O CFM destacou que, apesar de alertas e tentativas de regulamentação ao longo de 18 anos, o uso do PMMA em grandes volumes para fins estéticos aumentou, muitas vezes realizado por profissionais não médicos. O documento ressalta que o PMMA pode causar reações inflamatórias crônicas e que a remoção do material é complexa, resultando em danos aos tecidos saudáveis. A SBCP também enfatizou que o PMMA é um material não reabsorvível, frequentemente associado a complicações que podem surgir anos após a aplicação, como nódulos e necroses.

Além de solicitar a proibição do PMMA, o CFM alertou sobre a subnotificação de complicações relacionadas a preenchimentos estéticos. A dermatologista Mônica Aribi recomendou que os pacientes sejam cautelosos ao escolher profissionais para procedimentos estéticos, questionando sobre os produtos utilizados e desconfiando de preços muito baixos, que podem indicar substâncias de qualidade inferior.

O CFM esclareceu que o PMMA só deve ser utilizado em casos específicos, como correção de deformidades causadas por doenças e lipodistrofia em pacientes com HIV. A suspensão do PMMA não deixaria esses pacientes sem opções, pois existem alternativas mais seguras, como ácido polilático e hidroxiapatita de cálcio, que são recomendadas mundialmente. O uso do PMMA em pacientes com HIV está sendo progressivamente abandonado em favor de produtos com melhor perfil de segurança.

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