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Menopausa: pesquisa global carece de financiamento e demanda mudança urgente

- A menopausa, ocorrendo entre 45 e 55 anos, aumenta riscos de saúde significativos. - O NIH dos EUA alocou US$ 56 milhões em 2023 e US$ 58 milhões para 2024. - Inscrições para certificações em tratamento da menopausa cresceram cinco vezes. - Hormonioterapia é reavaliada, com foco em benefícios a longo prazo para mulheres. - Menopausa ainda carece de prioridade em pesquisas e financiamento globalmente.

A menopausa, que marca o fim da menstruação, é uma fase que a maioria das mulheres enfrentará em algum momento da vida. Seus sintomas característicos incluem dificuldades para dormir, ondas de calor e alterações de humor, além de aumentar o risco de doenças cardiovasculares, diabetes, osteoporose e perda de memória. Apesar de sua relevância, a […]

A menopausa, que marca o fim da menstruação, é uma fase que a maioria das mulheres enfrentará em algum momento da vida. Seus sintomas característicos incluem dificuldades para dormir, ondas de calor e alterações de humor, além de aumentar o risco de doenças cardiovasculares, diabetes, osteoporose e perda de memória. Apesar de sua relevância, a menopausa tem sido negligenciada por sistemas de saúde e pesquisas, o que é considerado um descaso.

Recentemente, algumas iniciativas têm surgido para mudar esse cenário. O Instituto Nacional de Saúde dos EUA (NIH) está desenvolvendo uma estratégia de pesquisa sobre menopausa, revisitando a terapia hormonal e explorando formas de prolongar a função ovariana. Entre 2022 e 2024, houve um aumento de cinco vezes no número de profissionais buscando certificação para tratar a menopausa, segundo a Menopause Society.

A menopausa geralmente ocorre entre 45 e 55 anos, mas pode se manifestar mais cedo devido a diversas causas. A terapia hormonal, que repõe hormônios como estrogênio e progesterona, pode melhorar a experiência da menopausa. No entanto, um estudo de 2002 da Women’s Health Initiative levantou preocupações sobre os riscos associados à terapia hormonal, levando a uma queda acentuada nas prescrições, que ainda não se recuperaram completamente.

Em 2023, o NIH alocou US$ 56 milhões para pesquisas sobre menopausa, com previsão de aumento para US$ 58 milhões em 2024. Apesar de iniciativas como a do Advanced Research Projects Agency for Health, que financia projetos voltados para a menopausa, a maioria dos grandes financiadores ainda não possui categorias específicas para essa área. A falta de um foco definido em menopausa entre os financiadores é um sinal de que essa questão precisa ser priorizada, considerando seu impacto significativo na saúde das mulheres.

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