Na semana passada, dois casos de febre amarela foram registrados no estado de São Paulo, gerando alerta entre as autoridades de saúde e ressaltando a importância da vacinação. O estado não havia registrado casos da doença desde o início de 2023. O último diagnóstico ocorreu no primeiro semestre de 2024, quando um homem de 28 […]
Na semana passada, dois casos de febre amarela foram registrados no estado de São Paulo, gerando alerta entre as autoridades de saúde e ressaltando a importância da vacinação. O estado não havia registrado casos da doença desde o início de 2023. O último diagnóstico ocorreu no primeiro semestre de 2024, quando um homem de 28 anos, vacinado, foi diagnosticado na zona rural de Serra Negra e se recuperou completamente.
O primeiro caso deste ano foi confirmado em 13 de janeiro, na região de Campinas, envolvendo um paciente de 27 anos, morador da capital paulista, que teve contato com áreas rurais em Socorro. O segundo caso é de um jovem de 21 anos, residente em Santo André, que recentemente viajou para Joanópolis. Ambos os pacientes não estavam vacinados, o que aumenta o risco de complicações da doença.
A febre amarela é uma doença infecciosa aguda, transmitida por mosquitos, com dois ciclos de transmissão: urbano e silvestre. No ciclo urbano, o vetor é o Aedes aegypti, enquanto no ciclo silvestre, os mosquitos do gênero Haemagogus e Sabethes são os principais transmissores. O médico Paulo Abrão, vice-presidente da Sociedade Paulista de Infectologia, esclarece que a doença não é contagiosa entre pessoas e que a picada de mosquitos é necessária para a infecção.
A vacina contra a febre amarela é eficaz e disponível no Sistema Único de Saúde (SUS). No entanto, não deve ser administrada em pessoas com imunidade baixa, pois pode causar reações adversas. A vacinação pode ser obtida em qualquer Unidade Básica de Saúde (UBS) ou outros postos de saúde do SUS, sendo a principal medida de proteção contra a doença.
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