Um estudo publicado no periódico Digestive and Liver Disease sugere que a introdução precoce de alimentos sólidos na dieta de bebês pode estar relacionada ao desenvolvimento de doenças inflamatórias intestinais, como a doença de Crohn e a retocolite ulcerativa, especialmente em indivíduos predispostos. Essas condições afetam o intestino grosso e o final do intestino delgado, […]
Um estudo publicado no periódico Digestive and Liver Disease sugere que a introdução precoce de alimentos sólidos na dieta de bebês pode estar relacionada ao desenvolvimento de doenças inflamatórias intestinais, como a doença de Crohn e a retocolite ulcerativa, especialmente em indivíduos predispostos. Essas condições afetam o intestino grosso e o final do intestino delgado, causando sintomas como diarreia, dor abdominal e perda de peso, além de aumentarem o risco de câncer colorretal.
Os pesquisadores, vinculados a instituições canadenses, analisaram dados do estudo CO-MMUNITY, que abrange cerca de 400 mil pessoas nascidas entre 1970 e 1974. Foram identificados 2.334 casos de doença de Crohn e 1.043 de colite ulcerativa. A pesquisa incluiu 1.212 indivíduos com doença de Crohn e 570 com colite, que responderam a questionários sobre amamentação e a introdução de alimentos sólidos. Os resultados indicaram que a introdução de alimentos sólidos entre 3 e 6 meses aumentou o risco de desenvolver a doença de Crohn em comparação com aqueles que começaram após os 6 meses.
O gastroenterologista Rafael Ximenes, do Hospital Israelita Albert Einstein, ressalta que, embora o estudo indique uma tendência, não é conclusivo sobre a relação entre a introdução precoce de alimentos sólidos e o aumento do risco. A Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda a introdução de alimentos complementares aos 6 meses, momento em que o sistema digestivo e renal da criança está preparado para receber alimentos sólidos, evitando assim potenciais problemas de saúde, como infecções e alergias.
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