Uma funcionária da clínica dos influenciadores presos, suspeitos de deformar pacientes após procedimentos estéticos, assinou mais de 100 receitas médicas em um dia, conforme informou o delegado Daniel Oliveira. Os influenciadores Karine Gouveia e Paulo César Dias são acusados de um esquema de revenda ilegal de medicamentos obtidos com receitas falsas. Além deles, sete funcionários […]
Uma funcionária da clínica dos influenciadores presos, suspeitos de deformar pacientes após procedimentos estéticos, assinou mais de 100 receitas médicas em um dia, conforme informou o delegado Daniel Oliveira. Os influenciadores Karine Gouveia e Paulo César Dias são acusados de um esquema de revenda ilegal de medicamentos obtidos com receitas falsas. Além deles, sete funcionários também foram detidos. A polícia investiga o envolvimento de duas distribuidoras de medicamentos gerenciadas pelo casal.
As receitas médicas falsificadas eram usadas para adquirir remédios diretamente de laboratórios, que eram armazenados sem identificação e revendidos pela internet. Mais de 70 vítimas já procuraram a polícia para relatar os danos causados por procedimentos realizados na clínica. Os suspeitos podem responder por crimes como lesões corporais gravíssimas e falsificação de documentos. O casal foi preso em 18 de dezembro de 2024 e teve a prisão prorrogada por mais 30 dias.
Os preços cobrados pela clínica eram significativamente inferiores ao mercado, atraindo um grande número de clientes. Um dentista, responsável técnico, afirmou que a clínica cobrava R$ 5 mil por cirurgias que custam em média R$ 30 mil. Pacientes relataram erros graves e sequelas, como o empresário Marcelo Santos, que descreveu ter sentido dor durante um procedimento e agora enfrenta problemas de saúde mental. Outro caso envolveu uma psicóloga que recebeu óleo industrial em vez de ácido hialurônico.
A investigação começou em abril de 2024 após denúncias de pacientes. A clínica, que operava em condições inadequadas, foi fechada pela Vigilância Sanitária, que encontrou 18 irregularidades. A defesa dos influenciadores alega que as acusações devem ser analisadas no devido processo legal e criticou a divulgação do caso. A Polícia Civil, por sua vez, reafirma que todas as ações seguem a lei e que a investigação é baseada em evidências consistentes.
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