A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu quatro pessoas nesta quarta-feira (22) em uma operação contra a venda de carne imprópria para consumo. Os suspeitos adquiriram 800 toneladas de carne que ficaram submersas nas enchentes de Porto Alegre, em abril de 2024, que resultaram em mais de 200 mortes. A empresa investigada, Tem Di […]
A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu quatro pessoas nesta quarta-feira (22) em uma operação contra a venda de carne imprópria para consumo. Os suspeitos adquiriram 800 toneladas de carne que ficaram submersas nas enchentes de Porto Alegre, em abril de 2024, que resultaram em mais de 200 mortes. A empresa investigada, Tem Di Tudo Salvados, alegou que a carne seria utilizada para ração animal, mas a revendeu para consumo humano, obtendo um lucro de 1.000%.
Durante as buscas na sede da empresa, a polícia encontrou carne armazenada de forma inadequada, o que levou à prisão de um dos sócios em flagrante. Os investigados podem responder por crimes como associação criminosa, receptação, adulteração e corrupção de alimentos. O delegado Wellington Pereira destacou que a carne foi “maquiada” para disfarçar os danos antes da revenda.
O médico sanitarista Walter Cintra alertou sobre os riscos à saúde associados ao consumo de carne submersa em enchentes, que pode causar intoxicação alimentar e infecções graves, especialmente em grupos vulneráveis como crianças e idosos. A contaminação pode ocorrer por bactérias presentes na água ou na carne, resultando em sintomas como diarreia e vômito.
As investigações começaram em maio de 2023 e contaram com o apoio da Delegacia do Consumidor do Rio Grande do Sul. A operação, chamada Carne Fraca, visa desmantelar a rede de comercialização de produtos impróprios, que representa um risco significativo à saúde pública. A polícia continua a realizar diligências para apreender mais mercadorias e investigar a extensão do esquema.
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