Um homem de 36 anos foi indenizado em R$ 303,7 mil após sofrer sequelas graves devido a um diagnóstico e tratamento inadequados no sistema público de saúde da Espanha. A decisão foi divulgada pelo jornal espanhol Levante EMV. O paciente, residente na Comunidade Valenciana, desenvolveu paraplegia após uma ereção persistente que durou mais de 30 […]
Um homem de 36 anos foi indenizado em R$ 303,7 mil após sofrer sequelas graves devido a um diagnóstico e tratamento inadequados no sistema público de saúde da Espanha. A decisão foi divulgada pelo jornal espanhol Levante EMV. O paciente, residente na Comunidade Valenciana, desenvolveu paraplegia após uma ereção persistente que durou mais de 30 horas, resultado de um atendimento inadequado no Hospital Ontinyent em julho de 2020.
O homem buscou atendimento após uma ereção prolongada causada pelo uso de um cateter vesical. O médico que o atendeu inicialmente diagnosticou um priapismo não isquêmico, afirmando que a condição se resolveria sozinha. No entanto, o Conselho Consultivo Jurídico (CJC) concluiu que houve negligência médica e atraso na realização de exames, o que agravou a situação do paciente, resultando em disfunção erétil permanente.
Após várias idas ao hospital, o paciente foi submetido a uma cirurgia para a colocação de uma prótese peniana, que foi removida três meses depois devido a complicações. O parecer final do CJC destacou que a falta de um diagnóstico adequado e a demora no tratamento contribuíram para a dor crônica e a dependência de uma prótese para funções sexuais.
O Ministério da Saúde da Comunidade Valenciana foi considerado responsável pela negligência e deverá indenizar o paciente em 49.104 euros (aproximadamente R$ 303,7 mil) e seu parceiro em 5.000 euros (cerca de R$ 30,9 mil) pelos danos causados.
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