Realizada esta semana em Brasília, a Oficina Nacional de Comunicação para o Fortalecimento da Saúde da População Negra é uma iniciativa do Ministério da Saúde em parceria com a Fiocruz. O evento reúne comunicadores da sociedade civil com o objetivo de enfrentar o racismo e promover a equidade racial na saúde. Durante a oficina, estão […]
Realizada esta semana em Brasília, a Oficina Nacional de Comunicação para o Fortalecimento da Saúde da População Negra é uma iniciativa do Ministério da Saúde em parceria com a Fiocruz. O evento reúne comunicadores da sociedade civil com o objetivo de enfrentar o racismo e promover a equidade racial na saúde. Durante a oficina, estão sendo coletadas sugestões para a criação de um plano de comunicação voltado à Política Nacional de Saúde Integral da População Negra no Sistema Único de Saúde (SUS).
Dados do Painel Saúde da População Negra, lançado em dezembro, revelam que apenas 371 dos 5.570 municípios brasileiros possuem setores dedicados a coordenar e monitorar ações de saúde para a população negra. Luís Eduardo Batista, assessor especial para Equidade Racial em Saúde, destacou a importância da comunicação nesse processo, afirmando que estão “empenhados na construção desse processo com comunicadores comprometidos com essas pautas”.
A diretora da Fiocruz Brasília, Fabiana Damásio, enfatizou que a oficina é uma ação crucial para integrar representantes de mídias que atuam na saúde pública e na luta antirracista. Ela mencionou que especialistas estarão presentes para desenvolver estratégias que ampliem o debate sobre a política de saúde voltada à população negra, ressaltando que a comunicação é fundamental para combater os efeitos do racismo no SUS.
Durante o evento, o jornalista André Fernandes, criador da Agência de Notícias das Favelas (ANF), teve a oportunidade de se encontrar com a ministra da Saúde, Nísia Trindade. Ele entregou o livro “Grita! Histórias & poemas de impacto”, de Kaliman Chiappini, que aborda questões sociais e culturais. Fernandes também planeja entregar um exemplar à ministra da Cultura, Margareth Menezes, destacando que, apesar dos avanços, ainda há um longo caminho a percorrer na luta contra as desigualdades.
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