O norovírus está se espalhando rapidamente pelos Estados Unidos neste inverno, levando a Moderna a desenvolver uma vacina. Atualmente, a empresa realiza um grande estudo de fase três com 25 mil participantes, com resultados esperados para este ano ou 2026. Doran Fink, chefe da área terapêutica da Moderna, destacou que a adesão ao estudo está […]
O norovírus está se espalhando rapidamente pelos Estados Unidos neste inverno, levando a Moderna a desenvolver uma vacina. Atualmente, a empresa realiza um grande estudo de fase três com 25 mil participantes, com resultados esperados para este ano ou 2026. Doran Fink, chefe da área terapêutica da Moderna, destacou que a adesão ao estudo está acima do esperado, possivelmente devido ao aumento de casos da doença.
O norovírus, conhecido por causar vômitos e diarreia, é altamente contagioso e se propaga facilmente em locais como lares de idosos e creches. Dados dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) mostram que os testes positivos para norovírus dobraram em janeiro em comparação ao ano anterior, com um aumento de 36% nos surtos até 11 de dezembro. Atualmente, não há vacina disponível para a doença, que apresenta diversos tipos, dificultando a imunização.
A candidata a vacina da Moderna visa três genótipos que causam a maioria das infecções. Ela funciona apresentando ao sistema imunológico uma versão não infecciosa do vírus, permitindo que o corpo aprenda a combatê-lo. Contudo, a vacina não abrange o genótipo responsável pela maioria das infecções deste ano. Um dos objetivos do estudo é verificar se a vacina oferece proteção contra outros tipos de norovírus.
A Moderna não busca eliminar completamente a infecção, mas sim reduzir a gravidade dos sintomas e evitar hospitalizações. O foco está em vacinar idosos, que são mais suscetíveis a complicações, além de trabalhadores da saúde e educadores que têm contato com crianças. O CEO da Moderna, Stephane Bancel, mencionou também a possibilidade de vacinar pessoas que viajam em cruzeiros, onde a transmissão é facilitada. A viabilidade comercial da vacina ainda é questionada por analistas, que apontam seu uso potencial em lares de idosos e cruzeiros.
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