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França pede à UE que proíba produtos de alisamento com ácido glioxílico devido a riscos à saúde

- A ANSES reforçou a proibição do ácido glioxílico em alisamentos capilares. - A substância está ligada a casos de insuficiência renal aguda em mulheres. - França pede à União Europeia que avalie a proibição do ácido em cosméticos. - O ácido glioxílico nunca foi regulamentado pela UE, apesar dos riscos. - Produtos com ácido glioxílico são proibidos em Israel desde 2022.

As autoridades de saúde da França reforçaram, nesta quinta-feira, a recomendação contra o uso de produtos para alisamento de cabelo que contenham ácido glioxílico, devido ao risco de insuficiência renal aguda. O país solicitou à União Europeia (UE) que considere limitar ou proibir essa substância nos cosméticos. Em outubro, a Agência Nacional de Segurança Alimentar, […]

As autoridades de saúde da França reforçaram, nesta quinta-feira, a recomendação contra o uso de produtos para alisamento de cabelo que contenham ácido glioxílico, devido ao risco de insuficiência renal aguda. O país solicitou à União Europeia (UE) que considere limitar ou proibir essa substância nos cosméticos. Em outubro, a Agência Nacional de Segurança Alimentar, Ambiental e de Saúde Ocupacional (ANSES) já havia desaconselhado o uso de produtos conhecidos como “alisamento brasileiro” e orientado os salões a não comercializá-los.

A ANSES tomou essa decisão após receber três relatos de efeitos adversos graves em mulheres que realizaram o procedimento. Um parecer recente da agência, fundamentado em estudos científicos, aponta que é “altamente provável” que o ácido glioxílico tenha causado os casos de insuficiência renal, ao ser absorvido pelo couro cabeludo e se transformar em cristais de oxalato de cálcio, prejudicando os rins. A ANSES recomenda uma avaliação de risco em nível europeu para restringir ou proibir o uso dessa substância.

Além disso, a agência pediu a identificação de outros produtos que possam se degradar em ácido glioxílico e liberar formaldeído, um agente cancerígeno, durante o aquecimento do cabelo. Após a transmissão desse parecer, a Comissão Europeia deverá encaminhar a questão ao seu Comitê Científico para a Segurança do Consumidor (CSSC), que é o órgão responsável pela regulamentação de substâncias nos cosméticos.

Atualmente, o ácido glioxílico não é regulamentado na UE. Em Israel, produtos com essa substância estão proibidos desde 2022, embora derivados ainda sejam permitidos. Entre 2019 e 2022, foram registrados 26 casos de insuficiência renal aguda relacionados ao uso de produtos para alisamento capilar, com sintomas como dores abdominais e náuseas. Após tratamento, a função renal dos pacientes se recuperou. O ácido glioxílico também é utilizado em produtos de limpeza e curtumes, principalmente para inibir corrosão.

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