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Vacina do Butantan contra dengue protege sorotipo 3 e gera preocupação com surtos

- O Estado de São Paulo enfrenta um surto de dengue com o ressurgimento do DENV-3. - O Instituto Butantan produziu 1 milhão de doses da vacina tetravalente, aguardando aprovação. - A vacina demonstrou eficácia de 79,6% em ensaios clínicos, mas não testou DENV-3. - O governo paulista investiu R$ 228 milhões em medidas de combate à dengue e arboviroses. - A vacinação em larga escala só deve ocorrer em 2026, exigindo ações tradicionais imediatas.

O Estado de São Paulo se prepara para enfrentar um novo surto de dengue, com o Instituto Butantan iniciando a produção de um milhão de doses da vacina tetravalente. O governo estadual anunciou a criação de um Centro de Operação de Emergência e o repasse de R$ 228 milhões para apoiar os municípios no combate […]

O Estado de São Paulo se prepara para enfrentar um novo surto de dengue, com o Instituto Butantan iniciando a produção de um milhão de doses da vacina tetravalente. O governo estadual anunciou a criação de um Centro de Operação de Emergência e o repasse de R$ 228 milhões para apoiar os municípios no combate às arboviroses. A preocupação central é o ressurgimento do sorotipo 3 da dengue, que não circulava no Brasil há 17 anos, o que pode resultar em surtos, já que a população não está imunizada contra essa variante.

O diretor de Assuntos Regulatórios do Butantan, Gustavo Mendes, informou que a produção dos insumos farmacêuticos ativos (IFAs) para os quatro sorotipos do vírus está em andamento. O pedido de registro da vacina foi submetido à Anvisa em dezembro, e a expectativa é que a agência se manifeste até março. Os resultados de ensaios clínicos mostraram uma eficácia geral da vacina de 79,6%, com proteção de 89,5% contra o DENV-1 e 69,6% contra o DENV-2.

A vacina Butantan-DV, se aprovada, será a primeira em dose única contra a dengue. O instituto planeja fabricar mais 100 milhões de doses até 2027, com a produção já em andamento. O governador Tarcísio de Freitas destacou a importância de combater o mosquito Aedes aegypti, enfatizando que a vacinação não será suficiente para conter a epidemia em 2025, ano que promete ser desafiador.

Pesquisadores da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto alertam que o DENV-3 pode levar a formas severas da doença, especialmente em um cenário de cocirculação com os sorotipos 1 e 2. O aumento de casos de DENV-3 na cidade, que saltou de 106 para 1.008 entre 2023 e 2024, reforça a necessidade de vigilância ativa e medidas de controle, como a eliminação de criadouros do mosquito.

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