Uma pesquisa realizada pelo Instituto Holandês de Saúde Mental e Dependência revelou a presença de bactérias, chumbo e pesticidas em amostras de cannabis vendidas em cafeterias semilegais na Holanda. Foram analisadas 105 amostras de diferentes tipos de cannabis, incluindo resina, haxixe e erva, coletadas em locais aleatórios. Os resultados mostraram que 20% das amostras continham […]
Uma pesquisa realizada pelo Instituto Holandês de Saúde Mental e Dependência revelou a presença de bactérias, chumbo e pesticidas em amostras de cannabis vendidas em cafeterias semilegais na Holanda. Foram analisadas 105 amostras de diferentes tipos de cannabis, incluindo resina, haxixe e erva, coletadas em locais aleatórios. Os resultados mostraram que 20% das amostras continham Staphylococcus aureus ou resíduos fúngicos, enquanto 33% apresentaram traços de pesticidas.
Além disso, uma amostra de haxixe foi encontrada com seis vezes a quantidade de chumbo permitida pela Netherlands Food and Consumer Product Safety Authority (NVWA), órgão equivalente à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no Brasil. Os autores do estudo afirmaram que, embora o impacto na saúde devido a essa concentração seja provavelmente limitado, é um alerta para a contaminação na cannabis.
Os pesquisadores destacaram que, em comparação aos danos causados pelo consumo da cannabis, os riscos associados a esses contaminantes são mínimos. É importante ressaltar que o estudo não implica que todos os estabelecimentos estejam vendendo produtos contaminados. Desde 1976, a comercialização de maconha é permitida na Holanda em cafeterias regulamentadas.
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