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Internações psiquiátricas na China: uma estratégia para silenciar dissidentes

- A China enfrenta críticas por internações psiquiátricas de dissidentes, apesar da Lei de Saúde Mental de 2013. - Zhang Junjie, após protestar, foi internado e agredido em hospital psiquiátrico. - Aumento de internações forçadas revela falhas na legislação e abuso de poder policial. - Ativistas, como Li Yixue, também são alvo de internações por suas denúncias contra o governo. - Sistema judicial falha em proteger vítimas, com apenas dois casos de sucesso em processos.

Zhang Junjie, aos 17 anos, protestou contra as políticas do governo chinês e foi internado em um hospital psiquiátrico, onde recebeu tratamento forçado. Ele é um dos muitos casos documentados pela BBC, onde a internação psiquiátrica é utilizada como uma forma de silenciar dissidentes. Junjie relata ter sido agredido e forçado a tomar medicamentos antipsicóticos, […]

Zhang Junjie, aos 17 anos, protestou contra as políticas do governo chinês e foi internado em um hospital psiquiátrico, onde recebeu tratamento forçado. Ele é um dos muitos casos documentados pela BBC, onde a internação psiquiátrica é utilizada como uma forma de silenciar dissidentes. Junjie relata ter sido agredido e forçado a tomar medicamentos antipsicóticos, após ser identificado por professores e levado ao hospital sob a falsa alegação de ser um centro de testes de covid-19.

Após receber alta, Junjie foi preso novamente por desobedecer a uma proibição de fogos de artifício e, posteriormente, internado à força por mais de dois meses. Ele recebeu uma receita de Aripiprazol, que afetou sua saúde mental. Temendo uma nova internação, decidiu fugir para a Nova Zelândia. A BBC confirmou que 59 pessoas foram internadas por motivos de saúde mental após protestos, apesar da Lei de Saúde Mental de 2013 que proíbe tais abusos.

Advogados e ativistas apontam que a falta de responsabilidade e o enfraquecimento da sociedade civil contribuem para essa prática. Casos como o de Jie Lijian, que também foi internado após protestos, revelam um padrão de abusos, incluindo eletroconvulsoterapia sem consentimento. Médicos confirmaram que a polícia envia pacientes para internações, e prontuários médicos mostram que opiniões políticas estão ligadas a diagnósticos psiquiátricos.

A BBC encontrou 112 casos de pessoas que tentaram processar autoridades por internações injustas, com apenas dois casos ganhos. A polícia tem amplo poder discricionário para lidar com dissidentes, utilizando a internação psiquiátrica como uma ferramenta de controle. A situação de Li Yixue, uma vlogger que denunciou agressão policial e foi internada, destaca a continuidade desses abusos. A embaixada chinesa afirmou que o Partido Comunista busca melhorar os mecanismos legais, mas a prática de internações forçadas persiste.

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