Roseana Murray, escritora e poetisa de 73 anos, iniciou a utilização de uma prótese biônica na última sexta-feira, após perder o braço direito em um ataque de três pitbulls em abril de 2024, em Saquarema, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro. A prótese, que pesa 2,2 kg, foi fornecida pela Justiça do Rio, […]
Roseana Murray, escritora e poetisa de 73 anos, iniciou a utilização de uma prótese biônica na última sexta-feira, após perder o braço direito em um ataque de três pitbulls em abril de 2024, em Saquarema, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro. A prótese, que pesa 2,2 kg, foi fornecida pela Justiça do Rio, que determinou que a Prefeitura de Saquarema e o governo estadual arcam com o custo do dispositivo, avaliado em R$ 894 mil. Roseana descreve o processo de adaptação como “muito difícil”, ressaltando que a prótese é fixa e causa desconforto devido à necessidade de contato com a pele.
Após meses de fisioterapia, Roseana começou a treinar os movimentos necessários para utilizar a prótese, que ela nomeou de Blue, em homenagem a um cavalo que teve. Em suas redes sociais, a poetisa compartilhou sua alegria ao conseguir segurar uma xícara após três dias de uso. Ela ainda enfrenta desafios para realizar movimentos práticos, como abrir e fechar a mão, e os médicos estimam um período de três meses para que ela se adapte completamente ao novo equipamento.
Além da adaptação à prótese, Roseana está em processo de mudança para Visconde de Mauá, onde mantém uma casa há mais de 20 anos. A escritora decidiu se mudar após a morte de seu marido, o jornalista Juan Arias Martínez, em novembro de 2024, buscando estar mais próxima da família. A casa que ocupava em Saquarema está à venda, e há planos para que a prefeitura transforme o imóvel em um centro cultural.
Em Mauá, Roseana pretende criar um clube de leitura de dramaturgia no teatro local, que é mantido por Pedro Gracindo e Julia Mayer. A escritora continua a se dedicar à sua obra literária enquanto enfrenta os desafios da adaptação à nova realidade com a prótese, refletindo sua resiliência e paixão pela literatura.
Entre na conversa da comunidade