Um novo estudo do Centro Médico da Universidade Rush, em Chicago, revela que atividades sociais podem adiar o diagnóstico de demência em até cinco anos para pessoas com mais de 80 anos. Publicado na revista *Alzheimer’s & Dementia*, a pesquisa analisou a relação entre a atividade social e o risco de desenvolver demência, mostrando que […]
Um novo estudo do Centro Médico da Universidade Rush, em Chicago, revela que atividades sociais podem adiar o diagnóstico de demência em até cinco anos para pessoas com mais de 80 anos. Publicado na revista *Alzheimer’s & Dementia*, a pesquisa analisou a relação entre a atividade social e o risco de desenvolver demência, mostrando que os idosos mais ativos socialmente têm um risco reduzido de comprometimento cognitivo leve.
O professor de Medicina Bryan James, um dos autores do estudo, explica que a atividade social fortalece circuitos neurais no cérebro, tornando-o mais resistente a doenças como a demência, que é frequentemente causada pelo Alzheimer. “A atividade social desafia os idosos a participar de trocas interpessoais complexas, promovendo redes neurais eficientes”, afirma James. O estudo envolveu 1.923 idosos sem diagnóstico de demência, acompanhados por cerca de 6,6 anos.
Os pesquisadores avaliaram a frequência com que os participantes se engajavam em atividades sociais, como bingo e práticas religiosas, e mediram a função cognitiva através de 21 testes. Ao longo do estudo, 545 idosos desenvolveram demência e 695 apresentaram comprometimento cognitivo leve. Após ajustes para variáveis como idade e saúde geral, foi observado que a participação em atividades sociais reduziu o risco de demência em 38% e o de comprometimento cognitivo leve em 21%.
Além disso, aqueles que desenvolveram demência apresentaram um atraso de cinco anos no início da doença, associado à adesão a atividades sociais. Os pesquisadores estimam que essa prática pode aumentar a expectativa de vida em até três anos e reduzir os custos relacionados à condição.
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