Dormir completamente coberto é um hábito que pode parecer estranho para alguns, mas é comum entre muitas pessoas e pode estar ligado a fatores psicológicos. Um estudo do Departamento de Anestesiologia da Universidade da Califórnia sugere que a pressão dos cobertores pode ajudar a aliviar dores crônicas, promovendo relaxamento e melhorando a qualidade do sono. […]
Dormir completamente coberto é um hábito que pode parecer estranho para alguns, mas é comum entre muitas pessoas e pode estar ligado a fatores psicológicos. Um estudo do Departamento de Anestesiologia da Universidade da Califórnia sugere que a pressão dos cobertores pode ajudar a aliviar dores crônicas, promovendo relaxamento e melhorando a qualidade do sono. Essa prática pode proporcionar uma sensação de segurança e conforto emocional, conforme observa o psicólogo Wanderson Neves de Araujo.
A teoria dos objetos de transição, proposta pelo pediatra e psicanalista Donald Winnicott, explica que crianças podem se apegar a objetos como cobertores para suprir a ausência da mãe durante o sono. Além disso, para indivíduos com Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) ou Transtorno do Espectro Autista (TEA), dormir coberto pode funcionar como uma barreira contra estímulos externos, como luzes e ruídos.
Entretanto, o hábito de dormir totalmente coberto pode ser desconfortável em dias quentes e prejudicar a qualidade do sono. O especialista alerta que essa prática pode representar riscos para crianças e idosos. É fundamental que cada pessoa avalie suas necessidades e ajuste o uso do cobertor conforme seu conforto e segurança.
Em alguns casos, pode ser benéfico buscar a orientação de um profissional de saúde para garantir que o hábito de dormir coberto não impacte negativamente a saúde e o bem-estar. A avaliação individual é essencial para entender como esse costume pode afetar cada um.
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