Nos dias 23 e 24 de janeiro, ocorreu em Belém o seminário “Análise das Capacidades Institucionais da Vigilância de Doenças e Agravos Não Transmissíveis (DANT)”. O evento teve como foco a avaliação da estrutura e capacidade operacional das secretarias estaduais, do Distrito Federal e das capitais na gestão da vigilância dessas doenças. A iniciativa é […]
Nos dias 23 e 24 de janeiro, ocorreu em Belém o seminário “Análise das Capacidades Institucionais da Vigilância de Doenças e Agravos Não Transmissíveis (DANT)”. O evento teve como foco a avaliação da estrutura e capacidade operacional das secretarias estaduais, do Distrito Federal e das capitais na gestão da vigilância dessas doenças. A iniciativa é resultado de uma parceria entre a Universidade Federal de Viçosa (UFV) e o Ministério da Saúde, visando aprimorar a capacidade institucional das secretarias de saúde.
Um dos principais resultados do projeto é o desenvolvimento de um Indicador de Capacidade Institucional, que servirá como ferramenta para monitorar e avaliar as estratégias de vigilância no Brasil. A escolha de Belém como sede se deu pela participação de pesquisadores do Instituto Federal do Pará, que colaboraram com equipes de outras universidades. A cidade tem se destacado na implementação de políticas públicas de saúde, especialmente em preparação para eventos internacionais, como a COP30.
As Doenças e Agravos Não Transmissíveis são responsáveis por mais da metade das mortes no Brasil. Dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) indicam que, em 2023, as doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) representaram 50,7% dos óbitos. Entre as principais DCNT estão doenças cardiovasculares, neoplasias malignas, diabetes e doenças respiratórias crônicas, frequentemente associadas a fatores de risco como tabagismo e alimentação inadequada.
Além disso, em 2023, o Brasil registrou 34.881 óbitos por lesões de trânsito, 46.728 homicídios e 17.009 mortes por suicídio, conforme o SIM. Esses dados ressaltam a gravidade do problema das DANT, que se tornou um dos grandes desafios da saúde pública no país. O seminário resultou em propostas para a implementação de ações de curto, médio e longo prazo, levando em conta as diversidades regionais e as capacidades institucionais.
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