A Administração de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA) aprovou, na terça-feira, o Ozempic para reduzir o risco de complicações graves em pacientes com diabetes tipo 2 e doença renal crônica. Essa condição afeta mais de um em cada sete adultos nos EUA, e o medicamento pode diminuir a probabilidade de agravamento da doença […]
A Administração de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA) aprovou, na terça-feira, o Ozempic para reduzir o risco de complicações graves em pacientes com diabetes tipo 2 e doença renal crônica. Essa condição afeta mais de um em cada sete adultos nos EUA, e o medicamento pode diminuir a probabilidade de agravamento da doença renal, insuficiência orgânica e morte por problemas cardiovasculares. Segundo Stephen Gough, vice-presidente sênior da Novo Nordisk, fabricante do Ozempic, a aprovação é um avanço significativo após duas décadas de pesquisa com poucos resultados.
O Ozempic já era aprovado para tratar diabetes tipo 2 e para reduzir o risco de eventos cardiovasculares em adultos com histórico de doenças cardíacas. A decisão da FDA se baseou em estudos que mostraram que pacientes com diabetes tipo 2 e doença renal crônica que usaram o medicamento tiveram 24% menos chances de enfrentar complicações, como necessidade de diálise ou transplante, em comparação com aqueles que tomaram um placebo. Além disso, esses pacientes apresentaram um declínio renal mais lento e menor mortalidade por problemas cardiovasculares.
A nefrologista Melanie Hoenig, do Beth Israel Deaconess Medical Center, já prescreve o Ozempic para alguns de seus pacientes e destaca a importância de atrasar o declínio da função renal. Os médicos frequentemente expressam frustração com a falta de opções de tratamento, já que muitos pacientes precisam de múltiplos medicamentos para controlar a pressão arterial, níveis de açúcar no sangue e colesterol. A combinação de medicamentos e mudanças no estilo de vida é essencial para o manejo do diabetes tipo 2 e da saúde renal.
Embora os mecanismos exatos do Ozempic em relação à função renal ainda não sejam totalmente claros, acredita-se que ele possa reduzir a inflamação no corpo, incluindo nos rins. Os efeitos colaterais mais comuns incluem problemas gastrointestinais, como náuseas e dor abdominal. Com a nova aprovação, médicos poderão prescrever o Ozempic especificamente para a doença renal crônica em diabéticos, aumentando a pressão sobre as seguradoras para cobrir o medicamento. Contudo, a Novo Nordisk enfrenta dificuldades para atender à crescente demanda, resultando em escassez do produto.
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