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Baixa escolaridade aumenta risco de demência no Brasil, aponta estudo inédito

- Estudo inédito revela que escolarização é crucial para envelhecimento cerebral. - Análise de dados de 41 mil pessoas na América Latina destaca Brasil. - Fatores sociais aumentam risco de demência em regiões mais pobres. - Educação formal e informal podem proteger contra declínio cognitivo. - Pesquisadores planejam investigar impacto da educação para adultos.

Um estudo inédito realizado por pesquisadores brasileiros e publicado na revista científica “The Lancet” revela que, no Brasil, a escolarização é o principal fator determinante no envelhecimento cerebral. A pesquisa analisou dados de 41 mil pessoas na América Latina, incluindo Brasil, Colômbia, Equador, Chile e Uruguai, e concluiu que a falta de acesso à educação […]

Um estudo inédito realizado por pesquisadores brasileiros e publicado na revista científica “The Lancet” revela que, no Brasil, a escolarização é o principal fator determinante no envelhecimento cerebral. A pesquisa analisou dados de 41 mil pessoas na América Latina, incluindo Brasil, Colômbia, Equador, Chile e Uruguai, e concluiu que a falta de acesso à educação é um risco maior para o declínio cognitivo do que a idade avançada.

Os pesquisadores destacam que nas regiões mais pobres, a desigualdade social e as deficiências nos sistemas de educação e saúde aumentam a probabilidade de demência. A demência é uma condição progressiva que afeta funções cerebrais como memória e raciocínio, e, embora possa ser tratada, não tem cura. Os cientistas enfatizam que a determinante social influencia diretamente a cognição e a autonomia dos indivíduos, o que reforça a necessidade de políticas públicas voltadas para a educação.

A pesquisa também sugere que a educação formal, embora crucial, não é o único fator a ser considerado. Os pesquisadores levantam a hipótese de que atividades como leitura e aprendizado de novos idiomas podem contribuir para a proteção contra o declínio cognitivo, mas ressaltam que a mensuração desses fatores é mais complexa. O professor Eduardo Zimmer, da UFRGS, anunciou que um novo estudo buscará avaliar se a educação tardia, como na Educação de Jovens e Adultos (EJA), pode servir como um fator protetor contra a demência.

Os resultados do estudo indicam que a estimulação cerebral durante a infância e juventude pode aumentar a resistência ao declínio cognitivo. O doutorando Lucas Uglione Da Ros explica que indivíduos com maior escolaridade podem suportar danos cerebrais por mais tempo, retardando os sintomas da demência. A pesquisa destaca a importância de focar na educação como um meio de promover a saúde cerebral e prevenir o declínio cognitivo.

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