Janeiro é um mês repleto de celebrações, incluindo férias e blocos de pré-carnaval, mas também traz riscos à saúde, especialmente relacionados ao abuso de álcool. As autoridades de saúde alertam que não existe um limite seguro para o consumo de bebidas alcoólicas, e o “beber pesado episódico” é um padrão preocupante. Mariana Thibes, coordenadora do […]
Janeiro é um mês repleto de celebrações, incluindo férias e blocos de pré-carnaval, mas também traz riscos à saúde, especialmente relacionados ao abuso de álcool. As autoridades de saúde alertam que não existe um limite seguro para o consumo de bebidas alcoólicas, e o “beber pesado episódico” é um padrão preocupante. Mariana Thibes, coordenadora do Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (Cisa), destaca que muitas pessoas acreditam que podem compensar a falta de consumo durante a semana com excessos nos finais de semana, o que não é uma abordagem saudável.
Para minimizar os danos do álcool, é essencial cuidar da alimentação. Thibes recomenda que mulheres evitem consumir mais de quatro doses de álcool em uma única ocasião, enquanto homens devem limitar a cinco doses. A dose padrão é equivalente a 14g de álcool, presente em uma lata de cerveja ou uma taça de vinho. Sueli Longo, presidente da Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição (Sban), sugere intercalar o consumo de álcool com água e evitar beber em jejum, pois isso pode intensificar os efeitos do álcool no organismo.
Longo também orienta sobre a escolha de alimentos antes de consumir álcool. Carboidratos de rápida absorção, como frutas e massas, são recomendados para elevar a glicose no sangue, enquanto alimentos gordurosos devem ser evitados antes da ingestão de bebidas. Após o consumo de álcool, não há problema em optar por alimentos mais pesados. A hidratação é fundamental no dia seguinte, e alimentos leves podem ajudar na recuperação. Thibes ressalta que não existem remédios milagrosos para a ressaca, e a única forma de prevenção é evitar o consumo excessivo.
Além disso, a mistura de diferentes tipos de álcool não aumenta o risco de ressaca, mas pode dificultar a contagem das doses consumidas. Thibes alerta para os riscos associados ao beber episódico, que incluem acidentes e problemas de saúde a longo prazo, como doenças cardiovasculares e câncer. A pressão social para consumir álcool deve ser evitada, especialmente para aqueles que optam por não beber, seja por motivos de saúde, idade ou escolha pessoal.
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