Narr, uma tatuadora que trabalhava na Coreia do Sul, passou por uma experiência traumática quando um cliente se expôs de forma inapropriada após uma sessão de tatuagem. Ela tentou lidar com a situação de maneira calma, temendo que qualquer reação mais intensa pudesse agravar o problema. A legislação sul-coreana, que classifica a tatuagem como um […]
Narr, uma tatuadora que trabalhava na Coreia do Sul, passou por uma experiência traumática quando um cliente se expôs de forma inapropriada após uma sessão de tatuagem. Ela tentou lidar com a situação de maneira calma, temendo que qualquer reação mais intensa pudesse agravar o problema. A legislação sul-coreana, que classifica a tatuagem como um procedimento médico, impede que profissionais não médicos realizem esse trabalho, resultando em penalidades severas, como até cinco anos de prisão ou multas de até 50 milhões de wons coreanos (cerca de R$ 203 mil).
Estima-se que existam cerca de 350 mil tatuadores na Coreia do Sul, mas a maioria não possui licença médica. Apesar da proibição, os tribunais têm absolvido alguns tatuadores não médicos, indicando uma possível mudança nas atitudes sociais e legais. Recentemente, partidos políticos apresentaram propostas para legalizar a prática de tatuagens por não médicos, refletindo a crescente demanda por reformas. No entanto, a Associação Médica Coreana se opõe fortemente a essas mudanças, citando riscos à saúde associados às tatuagens.
A opinião pública sobre tatuagens na Coreia do Sul ainda é negativa, com mais de 60% da população expressando descontentamento. Ex-tatuadoras, como Ahn Lina, enfrentaram críticas severas e assédio online, levando algumas a deixar a profissão. A percepção negativa é especialmente intensa em relação às mulheres tatuadas, que são frequentemente estigmatizadas. Essa situação tem levado alguns tatuadores a buscar oportunidades no exterior, onde se sentem mais valorizados como artistas.
Narr, Banul e Gong Greem, tatuadoras que enfrentam desafios legais e sociais, expressam a necessidade de mudanças nas leis e na percepção pública. Narr, que está grávida, considera deixar o país para evitar o julgamento sobre sua profissão e seu futuro filho. A luta por reconhecimento e proteção legal continua, enquanto a popularidade das tatuagens cresce entre os jovens sul-coreanos.
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