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Gripe aviária avança nos EUA e preocupa especialistas sobre risco de pandemia entre humanos

- Em 2024, os EUA registraram 66 casos de gripe aviária, com uma morte humana. - A gripe aviária, causada pelo H5N1, preocupa por sua transmissão a humanos. - A OMS considera baixo o risco de emergência global, mas alerta para vigilância. - A infecção pode ocorrer em diversos animais, aumentando o risco de mutações. - Especialistas recomendam cuidados rigorosos ao lidar com aves doentes ou mortas.

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A gripe aviária, causada pelo vírus influenza A (H5N1), tem gerado preocupação global, especialmente desde o início de 2024, quando se espalhou nos Estados Unidos, afetando aves domésticas, gado leiteiro e humanos em contato com animais infectados. Em janeiro, foi registrada a primeira morte pela doença no país. Embora a gripe aviária seja comum em […]

A gripe aviária, causada pelo vírus influenza A (H5N1), tem gerado preocupação global, especialmente desde o início de 2024, quando se espalhou nos Estados Unidos, afetando aves domésticas, gado leiteiro e humanos em contato com animais infectados. Em janeiro, foi registrada a primeira morte pela doença no país. Embora a gripe aviária seja comum em aves selvagens, sua presença em outros animais e humanos tem aumentado, levando a infecções que podem ser leves ou graves, com risco de síndrome respiratória aguda e morte, embora a transmissão entre pessoas seja rara.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o risco de uma emergência global devido ao H5N1 é considerado baixo. Em um documento de dezembro de 2024, a OMS afirmou que, apesar da expectativa de mais infecções humanas associadas à exposição a animais contaminados, o impacto na saúde pública global é pequeno. Desde 2003, mais de 950 infecções humanas foram notificadas, com cerca de metade resultando em mortes. O Brasil registrou um surto em aves silvestres em maio de 2023, enquanto os EUA viram um aumento significativo de casos, passando de um em 2022 para 66 em 2024.

A infectologista Emy Akiyama Gouveia explica que infecções em animais ocorrem há décadas, geralmente iniciadas por aves migratórias. O aumento da mortalidade em aves e a infecção de um grande número de animais elevam o risco de contaminação humana e possíveis mutações do vírus. Os porcos, por exemplo, podem ser infectados simultaneamente por vírus da gripe comum e aviária, possibilitando a troca genética que poderia resultar em cepas mais adaptadas a humanos. A OMS alerta que a imunidade da população humana contra o H5N1 é “mínima”, o que torna uma pandemia preocupante.

Os especialistas recomendam cuidados rigorosos, como evitar a manipulação de animais doentes ou mortos e acionar as autoridades competentes ao encontrar aves mortas. Os sintomas da gripe aviária são semelhantes aos da gripe comum, e a OMS sugere vigilância aumentada e detecção precoce de casos, além de medidas para proteger trabalhadores expostos. O conceito de Saúde Única, que interliga saúde ambiental, animal e humana, é destacado como essencial para prevenir epidemias.

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