A maioria das escolas do Brasil já retomou as aulas, e é essencial que os pais organizem a rotina de sono das crianças, além de prepararem a lancheira e escolherem mochilas adequadas. Para auxiliar nesse processo, foram elaboradas dicas práticas. A Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT) recomenda que o peso da mochila não […]
A maioria das escolas do Brasil já retomou as aulas, e é essencial que os pais organizem a rotina de sono das crianças, além de prepararem a lancheira e escolherem mochilas adequadas. Para auxiliar nesse processo, foram elaboradas dicas práticas. A Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT) recomenda que o peso da mochila não ultrapasse 10% do peso corporal da criança. Por exemplo, se uma criança pesa 28 kg, a mochila deve ter no máximo 2,8 kg. Essa orientação é crucial para evitar problemas de coluna que podem persistir na vida adulta.
Além de limitar o peso, a SBOT sugere o uso de mochilas com alças largas e acolchoadas, e que as crianças não carreguem a mochila em apenas uma alça. O ajuste das alças deve ser feito para que a mochila fique próxima ao corpo, com a base cerca de cinco centímetros acima da cintura. Caso o peso não possa ser reduzido, a alternativa é optar por mochilas de rodinhas. Em relação à saúde, a dengue é uma preocupação constante, e o uso de repelentes é fundamental. A pesquisa da Unesp Botucatu destaca que repelentes com 25% de icaridina são os mais eficazes, mas é importante verificar se são adequados para a faixa etária da criança.
Preparar a lancheira pode ser desafiador, e a nutricionista Josiele da Luz recomenda variar as frutas enviadas. Para estimular o apetite, as frutas picadas são preferíveis, embora exijam cuidados para evitar que escureçam. Uma dica é submergir as frutas em suco de laranja por 15 minutos. Além disso, é importante evitar alimentos perecíveis em dias quentes e optar por opções mais secas, como muffins de aveia e sanduíches. A hidratação também é vital, com recomendações de consumo variando de 1,3 a 2,4 litros de líquidos por dia, dependendo da idade.
Por fim, um sono de qualidade é crucial para o desenvolvimento infantil. Crianças de 3 a 5 anos devem dormir entre 10 a 13 horas, enquanto aquelas de 6 a 12 anos precisam de 9 a 12 horas. Para garantir uma boa higiene do sono, a Sociedade Brasileira de Pediatria sugere criar um ambiente tranquilo, estabelecer uma rotina de dormir, e evitar eletrônicos e estimulantes antes de dormir. Essas práticas ajudam a assegurar que as crianças estejam bem preparadas para o ano letivo.
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