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Aumento do câncer de pulmão em não-fumantes é associado à poluição do ar

- Estudo da IARC aponta poluição do ar como fator crescente no câncer de pulmão. - Não-fumantes representam 10 a 15% dos casos de câncer de pulmão no Brasil. - Adenocarcinoma, comum entre não-fumantes, está se tornando mais prevalente. - Poluição do ar causou 194 mil diagnósticos de adenocarcinoma em 2022. - Necessidade de mais pesquisas para entender causas e desenvolver prevenção.

Um novo estudo da Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC) destaca que a poluição do ar está se tornando uma causa significativa de câncer de pulmão, especialmente entre não-fumantes. Publicado na revista *The Lancet Respiratory Medicine*, o artigo revela que a proporção de não-fumantes diagnosticados com a doença está aumentando, embora não especifique a […]

Um novo estudo da Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC) destaca que a poluição do ar está se tornando uma causa significativa de câncer de pulmão, especialmente entre não-fumantes. Publicado na revista *The Lancet Respiratory Medicine*, o artigo revela que a proporção de não-fumantes diagnosticados com a doença está aumentando, embora não especifique a porcentagem exata. Atualmente, esse grupo representa de 10 a 15% dos casos de câncer de pulmão no Brasil, segundo o oncologista Luiz Henrique Araújo.

O câncer de pulmão continua sendo o mais comum, com mais de 2,5 milhões de diagnósticos globalmente. Embora o tabagismo permaneça como a principal causa, sua diminuição em muitos países tem elevado a importância de outros fatores, como a poluição do ar. Estima-se que, em 2022, a poluição tenha contribuído para 194 mil diagnósticos de adenocarcinoma, com 70% desses casos ocorrendo na China, onde a população enfrenta altos níveis de poluição.

Além da poluição e do tabagismo, outros fatores como fumo passivo, exposição a substâncias tóxicas, infecções pulmonares crônicas e fatores genéticos também são relevantes. O estudo observa que, enquanto as taxas de câncer de pulmão entre homens têm diminuído desde a década de 1970, as taxas entre mulheres têm aumentado, refletindo mudanças culturais e o aumento do consumo de tabaco entre elas.

Freddie Bray, pesquisador da IARC, ressalta que as diferenças nas taxas de incidência entre os sexos oferecem insights valiosos para estratégias de prevenção. O adenocarcinoma, que representa cerca de 70% dos casos em não-fumantes, tende a crescer mais lentamente, dificultando o diagnóstico precoce. O estudo conclui que a poluição do ar é um fator importante para a crescente prevalência desse tipo de câncer, destacando a necessidade de mais pesquisas para entender melhor os fatores causais e desenvolver estratégias de prevenção eficazes.

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