Uma nova pesquisa da Universidade Duke, nos Estados Unidos, revela que produtos químicos domésticos podem comprometer a saúde dos cães, aumentando o risco de câncer de bexiga. O estudo envolveu cem cães que usaram dispositivos de silicone em suas coleiras por cinco dias, durante os quais foram analisados 120 produtos químicos. Desses, quarenta foram detectados […]
Uma nova pesquisa da Universidade Duke, nos Estados Unidos, revela que produtos químicos domésticos podem comprometer a saúde dos cães, aumentando o risco de câncer de bexiga. O estudo envolveu cem cães que usaram dispositivos de silicone em suas coleiras por cinco dias, durante os quais foram analisados 120 produtos químicos. Desses, quarenta foram detectados em metade dos animais monitorados.
Os compostos mais prevalentes incluíram ftalatos, retardadores de chama e antraceno, um poluente atmosférico, todos associados a marcadores de câncer de bexiga. Os pesquisadores sugerem que esses químicos podem se desprender de produtos e se acumular na poeira, sendo posteriormente inalados. Além disso, brinquedos para pets e a poluição do ar também podem ser fontes de contaminação.
Os dados indicam que cães em ambientes mais quentes estão mais expostos a esses compostos, uma vez que muitos deles se tornam voláteis em altas temperaturas. A pesquisa foi publicada na revista Environmental Science & Technology e destaca a preocupação com a exposição cumulativa a esses produtos químicos. Catherine Wise, coautora do estudo, enfatiza que as descobertas podem ser alarmantes para os donos que buscam fazer escolhas informadas sobre os produtos que utilizam em casa.
De acordo com a Oncowaf, site especializado em câncer canino, os sintomas mais comuns do câncer de bexiga em cães incluem dificuldade para urinar, sangue na urina e aumento da frequência urinária. A pesquisa ressalta a importância de monitorar a saúde dos animais em relação à exposição a substâncias químicas presentes no cotidiano.
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