A marca de produtos naturais e orgânicos Mãe Terra, pertencente à Unilever, foi denunciada pelo Instituto de Defesa de Consumidores (Idec) por publicidade considerada abusiva e enganosa. A denúncia, protocolada na Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) e no Procon-RJ, alega que a linha de produtos voltada para crianças é promovida como “opções saudáveis”, embora sejam, […]
A marca de produtos naturais e orgânicos Mãe Terra, pertencente à Unilever, foi denunciada pelo Instituto de Defesa de Consumidores (Idec) por publicidade considerada abusiva e enganosa. A denúncia, protocolada na Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) e no Procon-RJ, alega que a linha de produtos voltada para crianças é promovida como “opções saudáveis”, embora sejam, na verdade, ultraprocessados, que são prejudiciais à saúde.
A linha em questão, chamada Zooreta, foi alvo de análise técnica do Observatório de Publicidade de Alimentos, que concluiu que os itens, como biscoitos e salgadinhos, não devem ser oferecidos a crianças, conforme orientações do Guia Alimentar para Crianças Brasileiras Menores de 2 Anos. O Idec destacou que o consumo inadequado de ultraprocessados está associado a doenças como diabetes, obesidade e problemas cardiovasculares.
A publicidade da Mãe Terra, segundo o Idec, induz o consumidor a erros sobre a natureza dos produtos. Um exemplo citado foi o Zooreta Biscoito Morango, cuja embalagem destaca a fruta, apesar da baixa quantidade de morango no produto. A denúncia também se baseou em parecer da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que identificou elementos visuais e mensagens direcionadas a crianças, configurando violação do Código de Defesa do Consumidor.
A Unilever, em resposta, afirmou que não foi notificada sobre a denúncia e que suas comunicações estão em conformidade com as legislações brasileiras. A empresa ressaltou que possui políticas rigorosas para suas comunicações e que respeita os direitos dos consumidores. Mariana Ribeiro, nutricionista do Idec, enfatizou a importância de um ambiente saudável para o desenvolvimento infantil e a necessidade de punir práticas publicitárias que exploram a vulnerabilidade das crianças.
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