Uma colaboração entre o Ministério da Saúde de Uganda e a Organização Mundial da Saúde (OMS) iniciou, no dia 3 de fevereiro, um ensaio clínico para avaliar a eficácia de uma nova vacina contra a doença do vírus sudão (SDV), uma das variantes do Ebola. O teste começou em meio a um surto reconhecido do […]
Uma colaboração entre o Ministério da Saúde de Uganda e a Organização Mundial da Saúde (OMS) iniciou, no dia 3 de fevereiro, um ensaio clínico para avaliar a eficácia de uma nova vacina contra a doença do vírus sudão (SDV), uma das variantes do Ebola. O teste começou em meio a um surto reconhecido do patógeno, com aproximadamente 40 pessoas que tiveram contato com a primeira vítima confirmada participando do estudo. O objetivo é verificar se a vacina pode prevenir surtos futuros e controlar a disseminação da infecção.
Desenvolvida pela Universidade Makerere e pelo Instituto de Pesquisa em Vírus de Uganda, a vacina já havia completado a fase 1 dos testes clínicos, demonstrando segurança e capacidade de gerar resposta imunológica. O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, destacou a importância do ensaio, afirmando que “esta é uma conquista crítica para uma melhor preparação para pandemias e para salvar vidas quando ocorrem surtos”.
A doença, causada pelo Orthoebolavirus sudanense, apresenta uma taxa de letalidade entre 41% e 70% e provoca uma grave doença hemorrágica em humanos e primatas. Embora existam vacinas para a cepa do Zaire do Ebola, não há imunizantes ou tratamentos eficazes para o SDV. O atual surto, o oitavo desde a descoberta do vírus, foi declarado em 1º de fevereiro, após a confirmação de um caso em um trabalhador da saúde, que apresentou sintomas entre 20 e 21 de janeiro e faleceu no dia 29.
A gravidade do surto e a ausência de estratégias comprovadas para o controle da doença levaram à declaração do surto, que é o primeiro desde 2022. A situação ressalta a urgência em desenvolver vacinas e tratamentos eficazes para o SDV, visando proteger a população e evitar a propagação do vírus.
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