Um estudo realizado por cientistas da Universidade de Saarland, da Universidade do Missouri e da WS Audiology revela que os músculos das orelhas humanas ainda se ativam ao tentarmos ouvir melhor, mesmo que não consigamos movê-las. Essa pesquisa mostra que, embora as aurículas tenham perdido a capacidade de se mover, elas ainda respondem a estímulos […]
Um estudo realizado por cientistas da Universidade de Saarland, da Universidade do Missouri e da WS Audiology revela que os músculos das orelhas humanas ainda se ativam ao tentarmos ouvir melhor, mesmo que não consigamos movê-las. Essa pesquisa mostra que, embora as aurículas tenham perdido a capacidade de se mover, elas ainda respondem a estímulos auditivos, indicando que um mecanismo evolutivo permanece ativo.
Os pesquisadores recrutaram 20 jovens adultos com audição normal para um experimento em que ouviram audiolivros enquanto um podcast tocava simultaneamente. Sensores ao redor das orelhas registraram a atividade elétrica dos músculos auriculares, revelando que, ao se concentrar no audiolivro, os participantes ativavam involuntariamente esses músculos. Andreas Schröer, neurocientista e líder do estudo, destaca que o músculo auricular superior é especialmente ativo em ambientes ruidosos, sugerindo que esses músculos estão ligados a um mecanismo de atenção auditiva.
Historicamente, a capacidade de mover as orelhas foi crucial para nossos ancestrais primatas, que dependiam da audição para detectar ameaças. Com o tempo, essa habilidade foi substituída pela movimentação da cabeça. Atualmente, apenas 10 a 20% das pessoas conseguem mover ligeiramente as aurículas, mas os circuitos neurológicos responsáveis por esse movimento ainda estão ativos, mesmo que os movimentos sejam imperceptíveis.
A pesquisa pode ter implicações significativas para o campo auditivo. A equipe de Schröer planeja investigar como esses espasmos musculares podem afetar a audição em pessoas com deficiência auditiva, potencialmente levando ao desenvolvimento de novas tecnologias em aparelhos auditivos e terapias para melhorar a percepção sonora.
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