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Sociedades médicas alertam sobre riscos de remédios manipulados para emagrecimento

- SBEM, SBD e Abeso alertam sobre riscos de medicamentos manipulados para diabetes. - Medicamentos como Ozempic e Mounjaro exigem rigor na fabricação e esterilidade. - FDA documentou problemas graves com versões alternativas, como contaminações. - Uso de produtos não regulamentados pode causar efeitos colaterais sérios. - Entidades recomendam rejeitar tratamentos não aprovados e buscar alternativas seguras.

A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) e a Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (Abeso) emitiram um alerta sobre o uso de medicamentos alternativos ou manipulados para obesidade e diabetes. Os medicamentos em questão, como a semaglutida (Ozempic e Wegovy) e a tirzepatida […]

A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) e a Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (Abeso) emitiram um alerta sobre o uso de medicamentos alternativos ou manipulados para obesidade e diabetes. Os medicamentos em questão, como a semaglutida (Ozempic e Wegovy) e a tirzepatida (Mounjaro), são complexos e aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). No entanto, versões manipuladas podem representar riscos à saúde, pois não seguem os rigorosos processos de fabricação necessários.

A nota destaca que “o uso de versões alternativas ou manipuladas dessas moléculas tem se tornado uma prática crescente, preocupante e perigosa”. Essas versões carecem de testes de bioequivalência, o que impossibilita prever seus efeitos no organismo. A Food and Drug Administration (FDA) dos EUA já documentou problemas graves com essas versões, incluindo doses inadequadas e contaminações. As entidades alertam que a comercialização direta por profissionais de saúde fere o Código de Ética Médica.

Além disso, a nota recomenda que pacientes evitem tratamentos com medicamentos manipulados e busquem alternativas aprovadas pela Anvisa. A Eli Lilly, fabricante do Mounjaro, endossou a nota, afirmando que “não fornecemos tirzepatida para farmácias de manipulação”. A Novo Nordisk ainda não se manifestou sobre o assunto. Em novembro de 2024, a Anvisa já havia alertado sobre a falsificação do Ozempic, com riscos associados a substâncias poluentes que podem causar sérios problemas de saúde.

O diretor da SBEM, Clayton Dornelles, enfatiza que a dosagem irregular pode levar a efeitos colaterais, como diarreia e hipoglicemia. Ele ressalta que a manipulação de medicamentos complexos, como a semaglutida, não garante a eficácia necessária. A venda de versões manipuladas em sites e redes sociais aumenta o risco de adulteração, e a prática de médicos brasileiros nesse mercado ilegal é preocupante, refletindo a busca por soluções rápidas para a obesidade.

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