Ataques de pânico são episódios intensos de ansiedade, caracterizados por ondas súbitas de medo e sintomas físicos como dor no peito, suor e dificuldade para respirar. Segundo Alëna Balasanova, professora de psiquiatria, o álcool e a ansiedade estão interligados, pois o consumo de bebidas alcoólicas pode aumentar os sentimentos de ansiedade, especialmente após o efeito […]
Ataques de pânico são episódios intensos de ansiedade, caracterizados por ondas súbitas de medo e sintomas físicos como dor no peito, suor e dificuldade para respirar. Segundo Alëna Balasanova, professora de psiquiatria, o álcool e a ansiedade estão interligados, pois o consumo de bebidas alcoólicas pode aumentar os sentimentos de ansiedade, especialmente após o efeito do álcool passar. Embora muitas pessoas usem o álcool para relaxar, ele pode, na verdade, intensificar a ansiedade, principalmente em indivíduos com transtornos de ansiedade.
A relação entre álcool e ansiedade ainda não é totalmente compreendida, mas estudos indicam que pessoas com transtorno por uso de substâncias têm maior risco de desenvolver transtornos de ansiedade. O álcool aumenta a liberação de GABA, um neurotransmissor que promove a calma, mas o uso excessivo pode levar a uma produção reduzida de GABA e um aumento do glutamato, resultando em um cérebro “hiperexcitável”, o que pode desencadear ataques de pânico. As autoridades de saúde definem consumo excessivo como cinco ou mais drinques por dia para homens e quatro para mulheres.
Mesmo o consumo moderado de álcool pode induzir ataques de pânico, especialmente em pessoas com histórico de ansiedade. Balasanova alerta que o uso do álcool como forma de lidar com a ansiedade pode criar um ciclo vicioso, aumentando a ansiedade a longo prazo. Para lidar com ataques de pânico, David Carbonell, psicólogo, recomenda o método AWARE, que envolve reconhecer e aceitar o ataque, observar as sensações e praticar técnicas de respiração. Ele enfatiza que a aceitação é fundamental, pois tentar interromper o pânico pode intensificá-lo.
Se a preocupação com o consumo de álcool ou a ansiedade for significativa, Balasanova sugere que a conversa com um médico ou terapeuta pode ser um bom primeiro passo. A conscientização sobre a relação entre álcool e ansiedade é crucial para evitar agravamentos e buscar formas saudáveis de lidar com esses desafios.
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