Na quinta-feira, 6 de fevereiro de 2024, a água do rio Sarandí, localizado na província de Buenos Aires, apresentou uma coloração vermelha intensa, semelhante a sangue, gerando preocupação entre os moradores locais. A suspeita é de que o fenômeno tenha sido causado por vazamento de corante têxtil ou resíduos químicos de uma fábrica nas proximidades, […]
Na quinta-feira, 6 de fevereiro de 2024, a água do rio Sarandí, localizado na província de Buenos Aires, apresentou uma coloração vermelha intensa, semelhante a sangue, gerando preocupação entre os moradores locais. A suspeita é de que o fenômeno tenha sido causado por vazamento de corante têxtil ou resíduos químicos de uma fábrica nas proximidades, no município de Avellaneda, a cerca de 10 quilômetros da capital argentina. O Ministério do Meio Ambiente informou que amostras de água foram coletadas para investigar a causa da mudança de cor.
De acordo com o departamento regional de meio ambiente, um laboratório móvel foi enviado ao local para realizar análises químicas e cromatográficas, visando identificar a substância responsável pela descoloração. Acredita-se que a coloração seja de origem orgânica, conforme comunicado oficial. Moradores da região relataram um odor “nauseante” proveniente da água, destacando que este episódio é apenas mais um exemplo da contaminação crônica do rio Sarandí.
María Ducomls, uma residente local, descreveu a água como “um riacho sangrento” e mencionou que já havia observado diversas cores estranhas no passado, como azul, verde e lilás, frequentemente acompanhadas de uma superfície oleosa. A situação alarmou os habitantes, que há anos reclamam da poluição industrial na área, onde várias indústrias utilizam produtos químicos na transformação de peles em couro.
As autoridades de Avellaneda levantaram suspeitas sobre a presença de anilina, uma substância tóxica utilizada em corantes e medicamentos. Após a coleta das amostras, uma denúncia foi apresentada ao Ministério de Infraestrutura e Serviços Públicos da província de Buenos Aires, que iniciará uma investigação sobre o caso. Moradores afirmam que diversas reclamações contra empresas da região foram registradas desde a década de 1990, com muitos casos ainda em investigação.
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