O novo sistema de alertas climáticos do governo federal, chamado Defesa Civil Alerta, enfrenta críticas por não contabilizar quantos celulares recebem os avisos. O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional informou que não é possível determinar quantos dispositivos efetivamente recebem os alertas ou quantos optaram por bloqueá-los. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) também […]
O novo sistema de alertas climáticos do governo federal, chamado Defesa Civil Alerta, enfrenta críticas por não contabilizar quantos celulares recebem os avisos. O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional informou que não é possível determinar quantos dispositivos efetivamente recebem os alertas ou quantos optaram por bloqueá-los. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) também não possui dados sobre usuários que desabilitaram os alertas de nível severo, o que dificulta a avaliação da eficácia do sistema pelas defesas civis estaduais e municipais.
O sistema, que utiliza a tecnologia cell broadcast, permite que mensagens de emergência apareçam na tela do celular sem necessidade de cadastro prévio. No entanto, atualmente está disponível apenas nas regiões Sul e Sudeste, com previsão de expansão para todo o Brasil até 2025. A primeira utilização ocorreu em 24 de janeiro, durante uma forte chuva em São Paulo, mas moradores de áreas afetadas, como o Jardim Pantanal, relataram não ter recebido os alertas.
Embora a Anatel estime que oito milhões de aparelhos poderiam ter recebido um alerta extremo no Rio de Janeiro, a quantidade exata de dispositivos que realmente soaram o aviso permanece desconhecida. Especialistas alertam que a falta de dados sobre o recebimento e a recusa dos alertas pode levar à desconfiança da população em relação ao sistema, o que é preocupante para a eficácia das notificações em situações de emergência.
Pesquisadores destacam a necessidade de campanhas de conscientização para que a população saiba como agir diante dos alertas. A falta de compreensão sobre o que fazer em situações de emergência pode gerar confusão e desinteresse, levando as pessoas a desabilitar as notificações. A participação da comunidade no mapeamento de áreas de risco e na construção de um sistema de alertas mais eficaz é vista como essencial para melhorar a resposta a desastres naturais.
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