Registrar memórias de crianças nas redes sociais, prática conhecida como “sharenting”, tem se tornado comum, mas pode trazer riscos significativos. A superexposição pode resultar em constrangimento infantil, violação de privacidade e até exposição a assediadores. Pedro Hartung, do Instituto Alana, questiona a necessidade de compartilhar essas imagens, destacando a busca por reconhecimento nas redes sociais. […]
Registrar memórias de crianças nas redes sociais, prática conhecida como “sharenting”, tem se tornado comum, mas pode trazer riscos significativos. A superexposição pode resultar em constrangimento infantil, violação de privacidade e até exposição a assediadores. Pedro Hartung, do Instituto Alana, questiona a necessidade de compartilhar essas imagens, destacando a busca por reconhecimento nas redes sociais.
A advogada Laura Brito ressalta que crianças não têm capacidade jurídica para consentir a exposição de suas imagens. Ela sugere que os pais consultem os filhos, especialmente os adolescentes, sobre como se sentem em relação à exposição. A falta de regulamentação no Brasil sobre o uso de redes sociais é preocupante, com nove em cada dez brasileiros acreditando que as empresas não fazem o suficiente para proteger os jovens online.
Casos de uso indevido de imagens de crianças, como o relatório da Human Rights Watch, evidenciam a gravidade da situação. As fotos de crianças brasileiras foram utilizadas sem autorização para alimentar plataformas de Inteligência Artificial. Brito afirma que a proteção das infâncias deve ser uma prioridade, exigindo educação e debate contínuos sobre o tema.
Iniciativas como a campanha “Curta seu filho, não compartilhe”, em Salvador, buscam conscientizar sobre os riscos da exposição digital. Especialistas sugerem que as famílias repensem a necessidade de compartilhar imagens e dados pessoais, priorizando a segurança e o bem-estar das crianças. A proteção da imagem infantil é uma responsabilidade coletiva que envolve todos os setores da sociedade.
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