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Uso de furadeiras domésticas em cirurgias gera polêmica no Hospital Nossa Senhora do Pari em SP

- Denúncias revelam uso de furadeiras domésticas em cirurgias ortopédicas em SP. - Anvisa proíbe tais equipamentos desde 2008, devido a riscos à saúde. - Funcionários alegam que ordens foram dadas para esconder equipamentos irregulares. - Hospital afirma que equipamentos são aprovados e fiscalizados pela Anvisa. - Casos anteriores de improviso em hospitais brasileiros geram crescente preocupação.

Funcionários do Hospital Nossa Senhora do Pari, em São Paulo, denunciaram o uso de furadeiras domésticas durante cirurgias ortopédicas, prática considerada uma infração sanitária pela Anvisa desde 2008. Imagens exibidas pela TV Globo mostram os equipamentos em condições inadequadas, como marcas de sangue e fios desencapados. Um funcionário, que preferiu não se identificar, afirmou que […]

Funcionários do Hospital Nossa Senhora do Pari, em São Paulo, denunciaram o uso de furadeiras domésticas durante cirurgias ortopédicas, prática considerada uma infração sanitária pela Anvisa desde 2008. Imagens exibidas pela TV Globo mostram os equipamentos em condições inadequadas, como marcas de sangue e fios desencapados. Um funcionário, que preferiu não se identificar, afirmou que as furadeiras foram adquiridas por serem mais baratas e de manutenção mais simples.

O uso de furadeiras caseiras em procedimentos cirúrgicos representa riscos significativos, como a falta de controle de rotação e a impossibilidade de esterilização, conforme destacado na nota técnica da Anvisa. Apesar das denúncias, a direção do hospital defende que os equipamentos utilizados são apropriados e possuem registro no órgão regulador, além de afirmar que realizam cerca de 550 cirurgias mensais com uma taxa de infecção de apenas 1,3%, abaixo do padrão recomendado pela OMS.

Casos anteriores de improviso na saúde brasileira, como o uso de embalagens de bolo como respiradores e garrafas PET em lugar de máscaras de oxigênio, levantam preocupações sobre a infraestrutura hospitalar. A situação no Hospital do Pari reacende o debate sobre a qualidade do atendimento no SUS e a necessidade de fiscalização rigorosa.

A Vigilância Sanitária confirmou que esteve no hospital após as denúncias, mas não encontrou irregularidades. Entretanto, relatos de funcionários indicam que houve uma ordem para esconder os equipamentos inadequados durante a fiscalização. O Conselho Regional de Medicina anunciou que investigará o caso, enquanto a prefeitura de São Paulo afirmou que não há denúncias formais contra a unidade.

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