Um mutirão de cirurgia de catarata realizado em Taquaritinga, São Paulo, resultou na cegueira de doze pacientes em 21 de outubro de 2024. O evento atendeu 24 idosos de diversas cidades, e a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) lamentou o ocorrido, abrindo uma investigação. A secretária executiva da Saúde, Priscilla Perdicaris, […]
Um mutirão de cirurgia de catarata realizado em Taquaritinga, São Paulo, resultou na cegueira de doze pacientes em 21 de outubro de 2024. O evento atendeu 24 idosos de diversas cidades, e a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) lamentou o ocorrido, abrindo uma investigação. A secretária executiva da Saúde, Priscilla Perdicaris, classificou a situação como um “fato isolado gravíssimo”.
Os procedimentos ocorreram no Ambulatório Médico de Especialidades (AME), que é administrado pela organização social Santa Casa de Franca. A prefeitura local afirmou que, na verdade, dez pacientes foram afetados e que a responsabilidade pela organização do mutirão é do estado. Todos os profissionais envolvidos foram afastados, e uma comissão do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto acompanhará os pacientes.
Após a cirurgia, os pacientes foram encaminhados para serviços de referência, onde foram informados sobre a irreversibilidade da perda de visão. Inspeções realizadas pelas vigilâncias sanitárias identificaram inadequações na sala de materiais para esterilização do AME. A SES-SP garantiu que os pacientes estão recebendo suporte especializado, incluindo tratamento e medicamentos.
Esse incidente ocorre em um contexto de preocupações com a segurança em mutirões de saúde. Em 2024, outros casos de infecções oculares em mutirões no Amapá e Rondônia levaram o Conselho Federal de Medicina a estabelecer novas regras para esses procedimentos. O Conselho Brasileiro de Oftalmologia também recomenda que mutirões sejam realizados apenas em locais com histórico positivo e que sejam devidamente fiscalizados.
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