A prática de brincar ao ar livre tem diminuído entre crianças e adolescentes, em grande parte devido à popularização de videogames e celulares. Essa mudança impacta a exposição ao sol, essencial para a produção de vitamina D, que é crucial para a absorção de cálcio e formação óssea. Em resposta, a Sociedade Brasileira de Pediatria […]
A prática de brincar ao ar livre tem diminuído entre crianças e adolescentes, em grande parte devido à popularização de videogames e celulares. Essa mudança impacta a exposição ao sol, essencial para a produção de vitamina D, que é crucial para a absorção de cálcio e formação óssea. Em resposta, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) agora recomenda a suplementação de vitamina D para todos os indivíduos de 0 a 18 anos e para gestantes durante o pré-natal.
Desde o ano passado, a Endocrine Society já havia sugerido a suplementação apenas para grupos específicos, como crianças, adolescentes, grávidas e idosos acima de 75 anos. A SBP atualizou suas diretrizes, estabelecendo que crianças e adolescentes devem receber 1.200 unidades internacionais (UI) ou 30 microgramas de vitamina D diariamente. Para crianças com menos de um ano, a dosagem recomendada é de 400 UI/dia. Aqueles com condições específicas, como obesidade ou doenças crônicas, podem necessitar de doses mais altas, entre 1.200 a 1.800 UI.
O infectologista e pediatra Renato Kfouri, presidente do Departamento de Imunizações da SBP, ressalta a importância da vitamina D para a regulação celular e imunidade, além de sua função na incorporação de cálcio aos ossos, especialmente durante o crescimento. Kfouri também afirma que não é necessário realizar exames para verificar os níveis de vitamina D em crianças e adolescentes, recomendando a profilaxia em vez de testes.
A deficiência de vitamina D é uma preocupação global, afetando cerca de 1 bilhão de pessoas. No Brasil, essa condição não se limita aos idosos, mas também impacta crianças e adolescentes. A SBP alerta que a exposição solar deve ser feita com cautela, devido aos riscos de fotoenvelhecimento e câncer de pele, e não recomenda a exposição sem proteção para a obtenção de vitamina D.
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