Em novembro de 2023, o Rio de Janeiro enfrentou uma onda de calor extremo, resultando em 151 mortes de idosos devido a condições climáticas adversas. O pico de óbitos ocorreu entre os dias 16 e 18, coincidentemente durante shows da cantora Taylor Swift. A estudante Ana Clara Benevides, de 23 anos, faleceu no dia 17, […]
Em novembro de 2023, o Rio de Janeiro enfrentou uma onda de calor extremo, resultando em 151 mortes de idosos devido a condições climáticas adversas. O pico de óbitos ocorreu entre os dias 16 e 18, coincidentemente durante shows da cantora Taylor Swift. A estudante Ana Clara Benevides, de 23 anos, faleceu no dia 17, com a perícia apontando exaustão térmica como causa. A pesquisa da Secretaria Municipal de Saúde revelou que, se o Protocolo de Calor estivesse em vigor, a cidade teria alcançado o Nível de Calor 4 no dia 16 e o Nível de Calor 5 nos dias seguintes, o que poderia ter evitado a tragédia.
O estudo, parte da tese de doutorado de João Henrique de Araujo Morais, analisou dados de mortes naturais de 2012 até junho de 2023, cruzando informações com registros de temperatura. Dos 390 mil óbitos analisados, foi constatado aumento de risco em doze causas relacionadas ao calor, especialmente em idosos com doenças crônicas. A pesquisa destacou que a exposição a temperaturas superiores a 44°C pode dobrar o risco de morte em pessoas com condições como diabetes e hipertensão.
Nos últimos dias, o Rio permaneceu em Nível de Calor 3, com temperaturas entre 36°C e 40°C, levando a um aumento significativo nos atendimentos de emergência. Até quinta-feira passada, foram registrados 3.896 atendimentos relacionados ao calor, incluindo desidratação e insolação. A superintendente de Vigilância em Saúde, Gislani Mateus, enfatizou que o calor extremo afeta não apenas os idosos, mas também jovens, especialmente aqueles com comorbidades.
A situação é alarmante, com a previsão de temperaturas próximas a 40°C nos dias seguintes. O secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, ressaltou a importância de medidas preventivas, como a hidratação adequada e a limitação da exposição ao sol, especialmente para grupos vulneráveis. A pesquisa evidencia que o calor no Rio não é apenas uma sensação, mas uma realidade que demanda atenção e ação efetiva para proteger a saúde da população.
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