A gripe aviária continua a ser uma preocupação global, especialmente com a nova variante H5N1, que tem se mostrado mais adaptável a mamíferos. Carlos Eduardo Pérez, médico infectólogo, destaca que os vírus da gripe têm uma capacidade de mutação que os torna uma ameaça constante. Nos Estados Unidos, foram registrados 66 casos de infecção em […]
A gripe aviária continua a ser uma preocupação global, especialmente com a nova variante H5N1, que tem se mostrado mais adaptável a mamíferos. Carlos Eduardo Pérez, médico infectólogo, destaca que os vírus da gripe têm uma capacidade de mutação que os torna uma ameaça constante. Nos Estados Unidos, foram registrados 66 casos de infecção em humanos e uma morte relacionada ao clado 2.3.4.4b do H5N1, que circula no continente desde 2021. Além disso, mais de 11.500 aves selvagens e 156 milhões de aves de criação foram afetadas, resultando em aumento nos preços dos ovos e escassez nos supermercados.
A Organização Panamericana de Saúde (OPS) informa que, desde 2021, 19 países na região relataram 2.950 surtos de H5N1 em aves, além de infecções em mamíferos. O risco atual é considerado “moderado”, mas a evolução do vírus levanta preocupações sobre sua capacidade de infectar humanos. Um estudo recente sugere que uma mutação poderia permitir que o vírus se adaptasse aos receptores humanos, o que é um alerta para a comunidade científica.
No estado de Nevada, uma nova variante do H5N1, chamada D1.1, foi identificada em vacas leiteiras, apresentando uma mutação que facilita sua replicação em mamíferos. Essa cepa, que anteriormente afetava apenas aves e humanos, pode ter sido transmitida a partir de aves mortas ou suas fezes. O surgimento dessa variante coincide com o primeiro caso de gripe aviária em um trabalhador de uma fazenda de laticínios na mesma região.
Apesar das preocupações, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) afirma que o risco de contaminação para a população em geral permanece baixo. Desde março de 2024, foram confirmados 67 casos humanos de gripe aviária nos Estados Unidos. A vigilância contínua e a pesquisa sobre o vírus são essenciais para prevenir surtos e proteger a saúde pública.
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