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HPV: a infecção sexualmente transmissível que afeta milhões e pode ser prevenida

- Sofia, diagnosticada com HPV em 2020, desenvolveu lesões no colo do útero. - Campanhas de atrizes visam aumentar a vacinação contra o HPV entre jovens. - Ministério da Saúde prevê 17 mil novos casos de câncer de colo de útero até 2025. - Vacinas quadrivalente e nonavalente oferecem proteção contra múltiplos subtipos. - Câncer de colo de útero é a quarta causa de morte oncológica entre mulheres no Brasil.

Sofia, uma social media de 24 anos, decidiu evitar relações sexuais após ser diagnosticada com HPV em 2020. Ela relata que a notícia a fez sentir-se culpada, apesar de sempre ter utilizado preservativos. O HPV, que é a infecção sexualmente transmissível mais comum, está associado ao câncer de colo de útero. Um estudo do laboratório […]

Sofia, uma social media de 24 anos, decidiu evitar relações sexuais após ser diagnosticada com HPV em 2020. Ela relata que a notícia a fez sentir-se culpada, apesar de sempre ter utilizado preservativos. O HPV, que é a infecção sexualmente transmissível mais comum, está associado ao câncer de colo de útero. Um estudo do laboratório MSD revela que, embora 71% das pessoas conheçam a infecção, apenas 40% foram orientadas a se vacinar. A diretora-médica da MSD, Marcia Datz Abadi, destaca a desinformação sobre a vacina.

Influenciadoras como Giovanna Ewbank e Débora Nascimento têm promovido campanhas para aumentar a vacinação. Nascimento, que vacinou sua filha, enfatiza a importância da informação. Camila Justo, de 35 anos, teve lesões tratadas após ser vacinada, enquanto Sanielle Botelho, de 38 anos, não teve a mesma sorte e foi diagnosticada com câncer em 2018. A ginecologista Aparecida Monteiro afirma que cerca de 80% da população sexualmente ativa será infectada pelo HPV em algum momento da vida.

A transmissão do HPV ocorre principalmente por contato sexual, mesmo com o uso de preservativos. A vacina é a principal forma de prevenção e é recomendada para pessoas de 9 a 45 anos. Existem dois tipos de vacinas: a quadrivalente, disponível pelo SUS, e a nonavalente, que oferece proteção contra nove cepas, com custo entre R$ 900 e R$ 1.000. Marcia Datz Abadi ressalta que a vacinação deve ocorrer antes e após o diagnóstico de infecção.

O câncer de colo de útero é uma preocupação crescente, com cerca de 6 mil mortes anuais no Brasil. O Ministério da Saúde estima que entre 2023 e 2025, aproximadamente 17 mil mulheres serão diagnosticadas com a doença. A vacina deve ser desassociada da ideia de sexualidade, sendo uma proteção contra o câncer, conforme afirma Cristiana Meirelles, gerente-médica do Beep. A conscientização sobre o HPV e a vacinação é crucial para a saúde pública.

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