O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) iniciou uma investigação sobre o caso de doze pacientes que sofreram perda de visão ou sequelas após um mutirão de cirurgias de catarata em Taquaritinga (SP), realizado em 21 de outubro de 2024. Os procedimentos ocorreram no Ambulatório de Especialidades Médicas (AME), gerido pelo Grupo Santa Casa de […]
O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) iniciou uma investigação sobre o caso de doze pacientes que sofreram perda de visão ou sequelas após um mutirão de cirurgias de catarata em Taquaritinga (SP), realizado em 21 de outubro de 2024. Os procedimentos ocorreram no Ambulatório de Especialidades Médicas (AME), gerido pelo Grupo Santa Casa de Franca, uma Organização Social de Saúde (OSS) contratada pelo governo estadual. Os pacientes relataram dor intensa, vermelhidão e, em alguns casos, infecções graves, levando a riscos de perda do globo ocular.
Os pacientes afetados estão sendo acompanhados por uma equipe especializada no Hospital das Clínicas (HC) de Ribeirão Preto. O médico oftalmologista Willian Silva Queiroz explicou que a cirurgia de catarata é geralmente segura, mas complicações podem ocorrer devido a infecções ou uso inadequado de substâncias. Em uma reunião em novembro de 2024, os pacientes foram informados de que suas condições eram irreversíveis, após serem encaminhados para serviços de referência em oftalmologia.
O AME de Taquaritinga, que recebe R$ 1,3 milhão mensais do governo de SP, já realizou 7.256 cirurgias de catarata desde sua inauguração. A Secretaria Estadual de Saúde foi notificada sobre os problemas em janeiro de 2024, e o Grupo Santa Casa de Franca instaurou uma sindicância interna. A Secretaria de Saúde de Taquaritinga identificou inadequações na sala de esterilização, que está interditada, resultando na suspensão de todas as cirurgias.
Os pacientes relatam dificuldades emocionais e financeiras devido à perda de visão. Carlos Augusto Rinaldi registrou boletim de ocorrência e busca indenização, enquanto Maria de Fátima Garcia Chiari lamenta os danos irreversíveis. O governador de SP, Tarcísio de Freitas, classificou o caso como “pontual” e afirmou que a OSS será responsabilizada, além de considerar uma indenização administrativa para as vítimas.
Entre na conversa da comunidade