Capturar a sensação de calor, especialmente em um contexto urbano, é um desafio que envolve mais do que apenas imagens. A matéria em questão se baseou em uma pesquisa da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro, que relaciona altas temperaturas ao aumento da mortalidade, com um risco maior para os idosos. A equipe […]
Capturar a sensação de calor, especialmente em um contexto urbano, é um desafio que envolve mais do que apenas imagens. A matéria em questão se baseou em uma pesquisa da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro, que relaciona altas temperaturas ao aumento da mortalidade, com um risco maior para os idosos. A equipe decidiu explorar as ruas do Rio durante os dias de calor intenso, buscando retratar essa realidade através de cenas do cotidiano.
A fotógrafa Márcia Foletto foi designada para registrar a situação no Méier, um bairro da Zona Norte identificado como propício para a abordagem, devido à sua baixa arborização e ao alto número de idosos. A escolha do local foi estratégica, já que a pesquisa indicou que a região apresentava um dos maiores índices de população idosa. O objetivo era capturar imagens que transmitissem o sofrimento causado pelas altas temperaturas.
Ao chegar ao Méier, Márcia encontrou pontos de ônibus sem cobertura e logo avistou um idoso utilizando um jornal como proteção contra o sol. Após uma conversa, ela descobriu que ele havia sofrido um infarto e estava claramente afetado pelo calor. Essa interação ressaltou a importância da escuta e da empatia ao abordar os moradores, que muitas vezes desejam compartilhar suas histórias.
A experiência de fotografar no Méier revelou que, com a abordagem adequada, é possível ouvir e entender as necessidades das pessoas. A presença da câmera se transforma em uma oportunidade para que os idosos expressem suas vivências, especialmente em um cenário onde as altas temperaturas representam um risco significativo à saúde.
Entre na conversa da comunidade