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Saúde promove oficina sobre vigilância genômica em morcegos urbanos em Brasília

- Oficina técnica em Brasília abordou vigilância genômica em morcegos urbanos. - Evento contou com a participação da Opas e do Ministério da Saúde. - Discussões focaram na detecção de patógenos com potencial epidêmico. - Iniciativas da SVSA incluíram projeto sobre viroma de morcegos em São Paulo. - Alda Maria da Cruz destacou a importância da integração entre setores de saúde.

Na última segunda e terça-feira, dias 10 e 11 de abril de 2024, Brasília sediou uma oficina técnica sobre vigilância genômica em morcegos urbanos. O evento foi promovido pela Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), em colaboração com o Ministério da Saúde e outras instituições. Especialistas de diversas áreas, como saúde pública, saúde animal e meio […]

Na última segunda e terça-feira, dias 10 e 11 de abril de 2024, Brasília sediou uma oficina técnica sobre vigilância genômica em morcegos urbanos. O evento foi promovido pela Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), em colaboração com o Ministério da Saúde e outras instituições. Especialistas de diversas áreas, como saúde pública, saúde animal e meio ambiente, se reuniram para discutir a viabilidade dessa abordagem na detecção de patógenos com potencial epidêmico e pandêmico.

A Secretaria de Vigilância em Saúde (SVSA) apresentou suas iniciativas em vigilância genômica, destacando um projeto em São Paulo que analisa o viroma de morcegos urbanos. O Instituto Evandro Chagas (IEC) também participou, contribuindo com informações sobre vigilância de zoonoses. Durante os dois dias, foram discutidos aspectos técnicos e logísticos para a implementação da vigilância genômica nas redes de saúde pública do Brasil.

Os participantes avaliaram a eficácia da estratégia em áreas de alto risco zoonótico, considerando as implicações práticas e a sustentabilidade da vigilância genômica. A discussão focou no mapeamento de cenários onde essa abordagem poderia ser mais efetiva, visando fortalecer a resposta a possíveis surtos.

Alda Maria da Cruz, diretora do Departamento de Doenças Transmissíveis da SVSA, enfatizou a importância da colaboração entre os setores envolvidos. “Este evento reforça o compromisso do Brasil em utilizar estratégias inovadoras, como a vigilância genômica, para monitorar e prevenir zoonoses emergentes”, afirmou. Ela destacou a necessidade de integrar saúde humana, animal e ambiental para enfrentar desafios globais, como epidemias e pandemias.

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