Capivaras tingidas de verde foram avistadas às margens do rio Uruguai, na província argentina de Entre Ríos, gerando grande repercussão nas redes sociais. Inicialmente, a coloração peculiar levantou suspeitas de contaminação química ou uso de tinta, mas especialistas esclareceram que o fenômeno é resultado da proliferação de cianobactérias. Esse problema ambiental, intensificado pelo calor extremo […]
Capivaras tingidas de verde foram avistadas às margens do rio Uruguai, na província argentina de Entre Ríos, gerando grande repercussão nas redes sociais. Inicialmente, a coloração peculiar levantou suspeitas de contaminação química ou uso de tinta, mas especialistas esclareceram que o fenômeno é resultado da proliferação de cianobactérias. Esse problema ambiental, intensificado pelo calor extremo e pelo descarte de resíduos industriais e agrícolas, tem se tornado mais frequente devido ao aquecimento global.
As cianobactérias, que contêm clorofila, são responsáveis pela coloração verde e pela fotossíntese. Embora façam parte do ecossistema aquático, sua proliferação descontrolada ocorre em condições favoráveis, como altas temperaturas e excesso de nutrientes, transformando corpos d’água em ambientes tóxicos. Diego Frau, pesquisador do Instituto Nacional de Limnologia (Inali), destacou que a Organização Mundial da Saúde (OMS) já classificou essas bactérias como um problema emergente, alertando sobre os riscos associados à sua presença.
Recentemente, algumas praias na província de Buenos Aires foram interditadas devido à presença excessiva de cianobactérias, com a Comissão Administradora do Rio Uruguai (CARU) recomendando que moradores e turistas evitem o contato com a água. A proliferação dessas microalgas pode causar problemas gastrointestinais, irritações na pele e até danos hepáticos, conforme alertou o órgão.
O caso das capivaras verdes não é isolado, refletindo como as mudanças climáticas impactam a fauna local. No ano anterior, capivaras com pelagem dourada foram registradas no Pantanal, resultado da seca prolongada e da intensa radiação ultravioleta, que degradou a melanina dos pelos. A situação evidencia a necessidade de atenção às alterações ambientais que afetam a vida selvagem.
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